quarta-feira, 3 de julho de 2019

TOCANDO O TERROR


Em novembro de 2008, um grupo de terroristas paquistaneses chegou a Mumbai, na Índia, de bote inflável. Desembarcaram em uma praia sem que ninguém os incomodasse, dividiram-se em táxis e promoveram matanças em 12 lugares diferentes. O mais fotogênico deles foi o hotel Taj Mahal Palace, o equivalente local do Copa, onde cerca de 30 pessoas morreram ao longo de três dias intermináveis. Essa história horripilante é contada em detalhes gráficos em "Atentado ao Hotel Taj Mahal". O filme de estreia do diretor australiano Anthony Maras é tenso do começo ao fim, com ótimas atuações e uma reconstituição minuciosa do interior do hotel. Mas é entretenimento? Será que é moralmente justificável transformar esse horror da vida real em atração de cineplex? A pergunta foi feita por muitos críticos americanos, e eu respondo que sim. "Atentado..." não é, de maneira alguma, para quem busca escapismo. Mas a verdadeira questão que ele levanta é interessante: o que você faria numa situação como essa? Muitos funcionários do hotel optam por dar no pé, outros ficam para proteger os hóspedes. Um traficante de armas russo que gosta de putas se comporta de maneira repugnante, até o momento em que age como um herói. Muitos dos personagens são fictícios ou compostos por várias pessoas reais, e os três dias de suplício são condensados em uma única noite. No final saí exausto, certo de ter visto um baita filme. Mas Deus me livre de ver de novo.

2 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Hunn! Fiquei a fim de ver hein!

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  2. Eu quero ver apesar de ser uma história verídica e muito chocante.

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