quinta-feira, 4 de julho de 2019

TENHO CHORADO PRA CACHORRO

Assisti da plateia a quase todas as edições do VMB. Ajudava muito meu irmão ser diretor da MTV Brasil, é claro. A premiação acabou junto com a emissora, e foi substituída pelo Miaw nessa nova encarnação da MTV. O novo troféu ignora os videoclipes e dá muita ênfase à internet, o que é compreensível para os tempos que correm. Fui convidado para a festa do ano passado e não fui, mas este ano relevei a desfeita. Quase me arrependi. Peguei um trânsito infernal para chegar ao Credicard Hall, me recusei a pagar 60 reais no estacionamento e deixei meu carro na rua. Na entrada, outra surpresa desagradável: não tem lugar sentado. Só pista, o que é um pouco demais para um ancião como eu. Por sorte, os shows que eu queria ver foram todos no começo. Abriu com Anitta e Ludmilla, depois teve Anavitória com Vitor Kley e, por fim, Emicida feat. Majur e Pabllo Vittar. Eu ainda não tinha ouvido "AmarElo" e fiquei impactado: trata-se de um hino, mas quem mais merece louros é o Belchior. O refrão, além de tudo, combina com esse período de luto que eu ainda estou vivendo. Terminado o terceiro bloco, me mandei. Nem o glamour do Hugo Gloss, nem a picardia de Sabrina Sato compensavam a minha exaustão.

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