quinta-feira, 18 de julho de 2019

PINTURA ÍNTIMA

A intelectualidade francesa na virada do século 19 para o 20 era uma panelinha: todo mundo conhecia todo mundo, para não dizer comia. O que eu não sabia é que nessa turma havia dois amigos de infância, Émile Zola e Paul Cézanne, desde os tempos da escola em Aix-en-Provence. O primeiro, de família pobre,  logo se tornou um escritor badalado; o segundo, que era rico, só teve algum reconhecimento como pintor no final da vida. Não há muito mais drama do que isso na relação entre ambos, mas a diretora Danièle Thompson espreme dela um filme de duas horas. É lindo de se ver, com paisagens belíssimas do sul da França e primorosa reconstituição de época, e um elenco cheio de atores que acrescentam "de la Comédie-Française" aos sobrenomes. Mas o roteiro evita o caso Dreyfuss, o momento mais intenso da carreira de Zola, e prefere se fixar nas esposas e amantes. O resultado merecia, no máximo, o Salon des Refusés.

6 comentários:

  1. Tony,

    Desculpa mudar de assunto, você costuma ler a seção LGBT do HuffPost?

    Viu o último artigo sobre os preconceitos escancarados da comunidade, quando não é necessário mostrar o rosto nos apps? Faltou no texto uma conclusão contundente a respeito, mas que loucura um grupo que sofre tanto preconceito, também disseminá-lo, não?

    Queria ver você escrevendo mais textos sobre nosso comportamento, coisa de fã! Rs

    Bjo

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    Respostas
    1. Sim, eu li. Achei ótimo, mas confesso que não me trouxe nenhuma novidade. A gente já sabia que gay (e homem) não presta.

      Para quem não leu, tá aqui: https://bit.ly/2O33Omi

      Eu tenho escrito pouco sobre assuntos LGBT, é verdade. O Bozo tem monopolizado minha atenção...

      Mas sobre apps de pegação eu não poderia escrever, porque não estou em nenhum.

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  2. Ai Toni Góes, o que é isso? Pare de pornificar grandes artistas. Parece que tudo é sexo, homem!

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  3. Você errou na Folha falando que Ouro Verde é a primeira
    novela portuguesa da Band,Tony.

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  4. To fazendo um curso sobre o holocausto, a França que era considerada o país mais antisemita protegeu bem seus judeus...Já a Holanda...

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