terça-feira, 4 de junho de 2019

SANDUÍCHE DE PEPINO


Nunca li nada de J. R. R. Tolkien. Assisti à toda trilogia do "Senhor dos Anéis" no cinema e gostei bastante, mas nem isso me animou a encarar os livros. Aquele mundo povoado por personagens chamados Legolas ou Galadriel sempre me pareceu uma bobagem colossal. Mudei um pouco de ideia quando me viciei em "Game of Thrones', um descendente direto das sagas tolkenianas. E acabei indo ver a cinebiografia "Tolkien", quase uma "história de origem" do escritor. Mas quem for esperando grandes emoções irá se decepcionar. O Ronald do filme (como ele era chamado pelos colegas de escola) é um rapaz polido, muito interessado em aprender gótico antigo e com um grande sentido de lealdade aos amigos. O roteiro reforça que a Irmandade do Anel é baseada em seu grupinho no colégio, e que a experiência traumática nas trincheiras da 1a. Guerra Mundial serviram de inspiração para as batalhas de seus futuros romances. Mas tudo isso é fervido em fogo baixíssimo, e o sabor resultante lembra o dos sanduíches de pepino servidos no chá das cinco.

2 comentários:

  1. Tolkien é um escritor maravilhoso. E atrevo me dizer, um dos grandes, do primeiro time. Há passagens de grande beleza em " O Senhor dos Anéis", inesquecíveis

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    1. Porra nenhuma, Tolkien é superestimado. Seus livros não tem dinamismo, são chatos, arrastados, não tem personagens complexos ou carismáticos sem falar que ele passa mais tem descrevendo as plantas que as batalhas.

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