segunda-feira, 17 de junho de 2019

DÓI MESMO


A única razão que justifica a França ter escolhido "Memórias da Dor" como seu candidato ao último Oscar de filme estrangeiro é o fato da história se passar no final da 2a. Guerra Mundial, quando os foram soltos os prisioneiros dos campos de concentração nazistas. Os diários de Marguerite Duras, que teve dois casos extraconjugais enquanto o marido, da Resistência, estava preso, servem de base para o roteiro - e acabam por afundá-lo, gerando um excesso de locução em off e longas passagens onde não acontece absolutamente nada. A fotografia escuríssima também depõe contra, e a participação discreta de Benjamin Biolay não compensa o esforço. "Memórias da Dor" me doeu mesmo: cansei de me mexer na cadeira, buscando uma posição.

4 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Esses casos extraconjugais foram homoafetivos...e me remeto a Memorias de Adriano.

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    1. Você está confundindo Marguerite Duras com Marguerite Yourcenar - esta sim, a autora de "Memórias de Adriano".

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  2. Então "Memórias da Dor" deixou memórias de dor em Tony Goes. Mission accomplished! :D

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