sexta-feira, 7 de junho de 2019

DARK BALLET

Eu sempre sonhei em entrevistar a Madonna. Iria perguntar sobre suas influências e preferências atuais. Também contaria que a acompanho desde 1983 e que tenho todos seus álbuns. Ela me reconheceria como mais do que um fã: como um igual, alguém de quem ela poderia ficar amiga para sempre. Me convidaria para jantar e até para eu gravar um feat. com ela. Claro que se eu realmente pudesse conversar com ela aconteceria a mesma coisa que está se passando com Vanessa Grigoriadis, a repórter do "New York Times" que escreveu um longo artigo chamado "Madonna aos 60". Ela passou dias com a cantora em Londres, quase entrou em sua intimidade e a cobre de elogios em seu texto, de resto muito bom. Madonna odiou, claro. Foi ao Instagram dizer que se sentiu "esuprada" (um termo que ela usa para qualquer contrariedade que sofre) e que "morte ao patriarcado", porque, né? A real é que Madge é uma control freak desde sempre. E ter uma jornalista independente escrever o que quiser sobre ela, sem o crivo de um assessor de imprensa, deve ser crime de lesa-majestade em sua cabeça. Eu venero Madonna, mas perdi quase toda a vontade de me aproximar dela. Não tenho mais saco para essa dança macabra que ela faz com a imprensa.

11 comentários:

  1. As Divas e os seus "divaneios"...

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  2. Bom, então eu acho que ela vai ter que se acostumar com a ideia de que nunca vai conseguir ser entrevistada por você mesmo. Coitada.

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  3. Deus, o artigo é interminável, mas muito bem escrito, e claramente favorável a Madonna. A reação de Madge foi mesmo infantil. Se ela passa os dias a reclamar ser vítima de ageism, pq estranhar a perspectiva da jornalista? Ela queria se aprofundar em como era tentar ser o que ninguém nunca foi: uma sessentona na música pop que se recusa a tirar o componente erótico de sua imagem.

    “Backstage, Madonna posed for a candid photo with BTS; later, people left comments like “LEGENDS MEET LEGENDS” under the photo on Twitter. Finding out that there were indeed people who believed that a K-pop band of 20-somethings was equal in legendary status to Madonna, not only the highest-charting female musician and highest-grossing female touring musician in history but also an artist who changed the pop-culture game forever, made me gag”.

    Putz, mais defesa do que isso fica difícil. O artigo, se fosse pra se resumido, fala de como a música pop hoje mais do que nunca é consumida por pre-teens, teens e jovens bem jovens, gente com muito, muito tempo de sobra, e de como isso torna desafiadora a agenda de Madonna.

    P.S.: Os fãs que resistem são os de sempre, estamos envelhecendo com ela. Mas as bichinhas novas têm horror à “velhice” de Madonna e passan o dia se degladiando nas torcidas orgaynizadas da divinhas pop mais novas.

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  4. Nooooossa! O Olho Que Tudo Vê dentro do Olho Que Tudo Vê!

    "Acredito" muito nesse teatro "independente" "contra" o "patriarcado"...

    MACACA MAÇÔNICA!!!

    https://youtu.be/P2vt4YvwOQg

    (Alguém deveria avisar a ela que maçons nunca confiaram em mulheres. Assim como pretos. Pobres. E principalmente BICHAS! A-S-S-U-M-I-D-A-S NÉÉÉÉÉAAAAAMMMMMMMMMM!!!!)

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  5. gostei mt de madonna, mas venho perdendo interesse gradualmente, e este madame x tem tudo para ser o exitus dela - nao o exodus, mas aquele exitus que se aproxima do doloroso inevitavel chavao "canto do cisne"

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  6. Lembrei daquela musiquinha "mamãe quando eu crescer... eu vou comer a Madonna". Ela e o Leo Jayme dariam um lindo casal no dias de hoje.

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  7. O Mio Babbino Caro
    Talvez Madonna já esteja "Para Além do Bem e do Mal".

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    1. Pessoalmente, hoje a enxergo assim. O mais relevante é ela estar fazendo alguma coisa. Só queria que ela parasse com esses feat. e essa corrida pra tentar gravar o que está na moda, tentar ser trendy, e voltasse a cantar músicas gostosas. Madonna, você não tem mais 20 anos e tá tudo bem! Volta pro Patrick Leonard, faz um album pop gostosinho e fica todo mundo na paz,

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    2. 14:47 "Dark Ballet" vem cheio de referências católicas sexualizadas. Vc pode acusá-la de tudo, menos de estar tentando fazer algo moderno ou diferente.

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  8. Ué, discurso de esquerda é assim mesmo. Não entendi o seu ...“espanto”!

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