sábado, 11 de maio de 2019

SANS TEMPS, FRÈRE


Todo mundo fala muito em "Vidas Duplas", e muito depressa. Essa é uma característica tipicamente francesa: eles adoram o som do próprio idioma, e se esmeram em proferir frases mirabolantes. Mas, no novo filme de Olivier Assayas, os personagens são todos da elite intelectual - um editor, um escritor, uma atriz, uma ativista política - então a loquacidade chega às raias do esnobismo. As coisas se complicam porque um está comendo o conje do outro, e todos lutam para manter a relevância num mundo onde ninguém mais lê e só se veem séries bobas de TV. Não é um trabalho dos mais profundos, nem desperta maiores emoções. Mas funciona como reflexão sobre o passar do tempo.

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