domingo, 5 de maio de 2019

DANCIN' DAYS ARE HERE AGAIN


"Dancin' Days" nasceu como a faixa de abertura do disco "Houses do the Holy" do Led Zeppelin, você sabia? Essa música de 1973 não tem nada a ver com sua homônima brasileira, lançada cinco anos mais tarde como tema de abertura de novela. No meio do caminho houve uma boate carioca, a primeira discoteca pra valer do Brasil. Durou apenas quatro meses, no segundo semestre de 1976, mas seu impacto foi tão grande que é sentido até hoje. Depois de render as Frenéticas e uma trama de Gilberto Braga, o empreendimento que marcou a vida de Nelson Motta é adaptado por ele mesmo no musical "O Frenético Dancin' Days", que voltou ao cartaz em São Paulo. A história é um fiapo - cobre apenas a curta vida da boate, e deixa de fora muitos causos cabeludos que aconteceram lá dentro. O resultado é uma dramaturgia tão tênue que o assunto meio que acaba no começo do segundo ato, quando rola um tributo a musicais da Broadway. Os hits também não têm precisão histórica: muito do que se canta e dança no palco só saiu DEPOIS do fim do Dancin' Days, como "You Make Me Feel", "Le Freak" e a própria canção-título, que encerra o espetáculo de maneira apoteótica. Claro que ninguém está ligando: musical em formato "jukebox" (que junta músicas diversas, que não foram compostas para a peça) é para isto mesmo. Para o público lembrar de quando era jovem e bater palma junto. Eu lembrei: tive a sorte de começar minhas incursões pela vida noturna justo em 1976, e vivi intensamente os anos da disco music. Meu marido teve mais sorte ainda: foi várias vezes ao Dancin' Days no Shopping da Gávea, e confirma que foi mesmo o lugar mais legal de todos os tempos. O musical também é bacanérrimo, com um elenco sensacional, coreografia e direção de Deborah Colker e muita meia de lurex. Abra suas asas.

5 comentários:

  1. O Nelson Motta disse numa entrevista que era uma “fudelança”. Tipo boate de swing de hoje em dia? Com povo trepando em tudo que é canto (bom, não tão diferente da TW)?

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  2. Tony, o que você achou do documentário da Netflix sobre a Sudio 54?

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  3. A faixa de abertura do Houses of the Holy é The Song Remains the Same.

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    1. De fato, Dancing Days é a primeira do lado B.

      Gozado que eu passei anos com a impressão errada.

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