domingo, 28 de abril de 2019

IRMA VAPT-VUPT

Vi duas vezes "O Mistério de Irma Vap" com Marco Nanini e Ney Latorraca. A primeira foi em 1986, logo depois da estreia. A segunda, muito anos depois, já com meu marido, lá por 91 ou 92. A peça permaneceria em cartaz até 1997, sempre com casa cheia. Só acabou porque os atores não aguentavam mais. Em 2008, Marília Pera reprisou sua direção com Marcelo Médici e Cássio Scapin, mas essa eu perdi. Só reencontrei Pav Amri agora, na "releitura" de Jorge Farjalla. É visível - e louvável - o esforço do diretor para se afastar de uma montagem que marcou a história do teatro brasileiro. A nova "Irma" é mais colorida, com um cenário completamente diferente e mais quatro atores/contrarregras em cena. Mas a maior diferença, é claro, é o elenco. Luís Miranda deita e rola nos papéis que eram do Neyla, e chega a imitá-lo no final. Mateus Solano, para quem está habituado a vê-lo em dramas, é uma revelação. Sem intervalo e com duas horas de duração, o espetáculo passa a jato, quase tão rápido quanto as famosas trocas de roupa. Uma grande brincadeira, que celebra o ofício do ator e o teatro como um todo.

3 comentários:

  1. E legal também ver um ator negro interpretar um personagem que seria de um ator branco sem maiores alardes!

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  2. Matheus solano, gato e bem dotado, aulas de teatro explicam...

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  3. Achei maravilhoso, como tudo que o Farjalla coloca a mão. A produtora da peça, a Prade é de uma incompetência absurda, me surpreendeu o resultado com ela na equipe. Evoé!

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