terça-feira, 2 de abril de 2019

ALMAS LAVADAS

"Um Banho de Vida" foi um enorme sucesso de bilheteria na França e só não representou seu país no Oscar porque estreou fora do prazo de inscrição. É uma comédia sentimental e previsível, que segue uma premissa velha como andar para a frente: um grupo de losers se inscreve no campeonato de um esporte improvável e sai de lá, adivinha? Winner! O tal do esporte é nado sincronizado masculino; outro diferencial é que um dos integrantes do grupo sofre de depressão, um mal raramente retratado no cinema. Quase todos, aliás, são homens de meia idade procurando se reinventar (só não sei o que faz o imigrante do Sri Lanka, que sequer tem nome - talvez ele esteja lá só para preencher alguma cota). O elenco é cheio de figurões do cinema francês, mas quem acabou levando o César de ator coadjuvante foi um cantor: Philippe Katerine, que 15 anos atrás era uma teteia e hoje parece o Monstro da Lagoa Negra. Há várias piadas boas e uma personagem especialmente marcante - uma treinadora bitch que também é cadeirante - mas o filme melhoraria se fosse umas braçadas mais curto. Mesmo assim, as Esther Williams de sunga lavam a alma do espectador.

5 comentários:

  1. Há um filme britânico com o mesmo tema chamado Swimming with Men, vale conferir.

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  2. Tony e o impeachment do prefeito do Rio Crivella

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  3. Não tem um outro filme francês com um nadador homofobico que treina um grupo de gays?

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  4. Deve ser ótimo, quero ver também!

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