sábado, 23 de março de 2019

O BANANINHA DE OURO


Este era um dos apelidos secretos de Jorginho Guinle - até onde eu sei, por causa de sua baixa estatura e de sua imensa fortuna. Que ele dissipou da maneira mais agradável possível: com viagens, mulheres, joias e carrões. O que torna Jorginho diferente dos playboys escrotos de hoje era sua simpatia: ele não era esnobe, tratava todo mundo muito bem e vivia sorrindo. Um autêntico aristocrata, que não trabalhou um dia sequer na vida - até que foi tarde demais. Passou seus últimos anos atolado em dívidas e teve que se desfazer de praticamente tudo que tinha, até dos retratos dos pais. Tudo isso é contado no docudrama "Jorginho Guinle - $ó se Vive uma Vez", que mistura depoimentos de parentes e amigos, imagens de época e um pouco de dramatização para contar a história de um personagem que marcou o Rio de Janeiro do século 20. O filme fica um pouco aquém do glamour que promete: os grã-finos mal-ajambrados parecem fugidos de uma novela do SBT (e qual anfitriã milionária pergunta para o garçom se ainda tem caviar? Ela sabe que tem). Além disso, o drama de Jorge Guinle Filho, o primogênito que se tornou um pintor respeitado e morreu de AIDS nos anos 80, deixando um viúvo que precisou lutar pelo espólio, não é muito aprofundado. Mas o resultado final é agradável, e a moral da história é quase a mesma da fábula "A Cigarra e a Formiga". Com a diferença de que Jorginho Guinle, mesmo sem um tostão, nunca deve ter se arrependido de não ter trabalhado. Ele sim, foi o verdadeiro rei do camarote.

7 comentários:

  1. A cordialidade acabou, estava vendo um âncora da cnn falando que na tragedia do titanic homens da primeira classe só entraram nos barcos salva-vidas depois de todas as mulheres e crianças terem sido salvas, muitos optaram pela morte certa do que deixar mulheres desamparadas. Era o espírito da época, os banqueiros cheiradores de pó de hoje matam em primeiro lugar mulheres e crianças, veja o golpe contra Dilma porque ela baixou juros, uma mulher. Percebe? ;) a crise de 2008 onde financistas destruíram a vida de velhinhos e oportunidades de crianças e jovens para rapinar cerca de 1.2 trilhões do governo Bush e Obama, uma geração perdida e os cheiradores de pó tão nem aí que muitos jovens americanos apelam pra prostituição pra pagar a escola, o mundo está de ponta cabeça vivemos um inferno facista como diz o Jânio de Freitas comparando a república do galeão com a operação lava jato: é a mesma coisa exceto que naquela época o Brasil era muito menos violento e criminal. A ganância de alguns vem há décadas destruindo de forma diferenciada nossa sociedade, o Brasil sempre foi o que foi mas nos EUA e Europa a era Reagan tatcherismo é bem divisor de águas e a tendência é ficar ainda pior.

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  2. Ah, esse sim, fez história, e viveu muito bem, tinha berço e formação,família tradicionalíssima do RJ,era mega milionário de outra época, época de ouro do Rio de Janeiro, mas como tudo se acaba, acabou.Ele morreu no Copa dormindo, morava lá por ter sido o dono, era uma cortezia.

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  3. Vc conheceu o filho dele? É de sua geração né?

    A mãe dele foi uma escrota com o viúvo...

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    1. O Jorginho pintor (assim ele era conhecido no Rio) era 13 anos mais velho do que eu. Não o conheci, mas tivemos alguns amigos em comum.

      E sim, Dolores Sherwood foi uma escrota.

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    2. Tony eu não pago pai pra playboy que se diverte com a exploração alheia enquanto vivemos NESSA MERDA!!! NESSA MERDA ABSURDA!

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  4. O Mio Babbino Caro
    The last of the famous international playboys. And Every man with a job to do.
    (M)

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