sábado, 16 de março de 2019

FALTA DE JUÍZA


Quando eu era pequeno, sabia de cor a escalação da seleção brasileira que venceu a Copa de 70. Hoje eu sei os nomes de todos os 11 juízes do STF, e se espremer acho que também saem quase todos da Suprema Corte americana. Esses magistrados fazem parte do nosso cotidiano, e alguns deles afetaram o planeta inteiro com suas decisões. É o caso de Ruth Bader Ginsburg, a fodona feminista que, na reta final de seus anos, se tornou uma heroína feminista e um ícone da cultura pop. No fim do ano passado saíram dois filmes em sua homenagem. Um deles é o excelente documentário "RBG", indicado a dois Oscar e já comentado aqui no blog. O outro, "Suprema", não chega aos calcanhares de sua biografada. O roteiro se prende a um caso emblemático, que deu o pontapé à carreira fulgurante de Ginsburg na defesa dos direitos igualitários. Mas o caso em si não é dos mais palpitantes, e Felicity Jones nem se esforça para captar a centelha que arde em sua personagem. Sobra um filme morno, quase aborrecido e nada obrigatório. Quem quiser conhecer essa mulher impressionante tem que ir atrás de "RBG".

3 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Com essa oratória meu candidato à suprema corte vai ser você rs

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  2. Tony o Jean Wyllys merece un post aqui sobre sua nova face como ativista internacional.

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    1. Maravilhoso o trabalho que o jean está fazendo la fora. O Bozo deve estar espumado de ódio.

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