quinta-feira, 21 de março de 2019

CAPITÃ WHATEVER


Rompi várias vezes meu juramento solene de nunca mais ver um filme de super-herói. De um ano e meio para cá, encarei "Mulher-Maravilha", "Pantera Negra" e até mesmo aquela gosma do "Aquaman". É que, toda vez que um desses longas transcende o mero estouro de bilheteria e se transforma em um fenômeno cultural, eu me sinto na obrigação de acrescentá-lo ao meu currículo. Foi assim que me convenci a ver "Capitã Marvel". É a primeira transexual do universo criado por Stan Lee: nasceu homem, passou por várias encarnações e, por razões diversas, virou mulher antes de chegar às telas. Eu não tinha a menor familiaridade com o personagem, então tudo foi novidade para mim. Também foi muito confuso. A história de Vers, uma Kree que luta contra os Skrulls no planeta C-53, tem o mesmo valor nutricional de uma sopa de letrinhas, só que bem menos gostosa. O filme também não facilita: tem flashbacks dentro de alucinações, e tantos pontos de virada que no final eu não ligava mais para quem era bonzinho e quem era vilão. Mas não é aborrecido, muito por causa do elenco. Brie Larson está OK, mas ela não é páreo para a deusa Annette Bening. Muito menos para o devorador de cenários Samuel L. Jackson - que aparece rejuvenescido por computador, já que a ação se passa em 1995 e seu personagem, Fury, participa de muitos outros filmes da Marvel. Resumindo: que legal que as mulheres agora podem etc. etc. Mas eu saí do cinema com fome de algo mais substancioso.

2 comentários:

  1. Vão te chamar de hater não pode achar um que mulher como protagonista medíocre.

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  2. sou nerd, amo a marvel, a personagem, a brie, o samuca, enfim, amo tudo, mas achei o filme beeem fraco. o marketing em cima está pesado e eu, mais uma vez, acreditei. meu marido saiu do cine dizendo: q bom q ñ fui eu que paguei kkkk gostei muito mais do Alita: Battle Angel, achei a história da menina-autômato (autômata?) mto mais rica, empoderada, divertida. fica dica

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