sábado, 9 de fevereiro de 2019

PINTANDO DE OUVIDO


"No Portal da Eternidade" é um filme belíssimo. O diretor Julian Schnabel, que também é um pintor consagrado, consegue capturar a cor, a vibração e a textura das telas de Vincent Van Gogh. Enquadramentos inusitados, edição não-linear e o uso inteligente do foco dão a sensação de um quadro em movimento. Também tem a atuação indicada ao Oscar de Willem Dafoe, que quase convence, aos 63 anos, ter apenas 37. Dito isso, "No Portal..." também é um filme chato. Não é bem uma biografia, mas flashes da vida do artista, que foi desprezado em seu tempo e se tornou depois de morto o autor das pinturas mais caras já vendidas. Um detalhe me irritou um pouco: há cenas em inglês, cenas em francês e cenas em inglês com sotaque francês. Lento, em fogo baixo (não vemos Van Gogh cortando a própria orelha) e cheio de referências para os iniciados, o longa deve ter sido lançado nas salas brasileiras só por causa do Oscar. Aposto que "Boy Erased" teria mais apelo.

2 comentários:

  1. Interessante por um lado, chato por outro. A câmera em movimento me deixou enjoado boa parte do filme, talvez por isso não tenha gostado.

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