terça-feira, 22 de janeiro de 2019

DESOLÉ POUR TIMOTHÉE

Eu tinha certeza certezíssima de que Timothée Chalamet receberia hoje sua segunda indicação consecutiva ao Oscar. Os produtores de "Querido Menino" se esforçaram: inscreveram o rapaz como coadjuvante, onde ele teria mais chances, ao invés de ator principal (reparou no título do filme? Adivinha quem é o menino). Timmy também emplacou entre os finalistas ao Globo de Ouro e ao SAG Award, dois sinais fortes de que estaria na corrida pelo Oscar. Mas não. A Academia quebrou meu coração e indicou cinco homens horríveis, bobos e maus no lugar do mais belo ser humano da atualidade. Não há de ser nada: Glenn Close recebeu sua sétima indicação, e Rami Malek, sua primeira. Torço por ambos, e também por "Roma" como melhor filme (filme estrangeiro já está no papo). Mas tá pintando que o vencedor vai ser mesmo "Green Book - O Guia", um filme feito por homens brancos héteros para ajudar outros homens brancos héteros a não se sentirem homofóbicos nem racistas.

4 comentários:

  1. Glenn possivelmente deve levar. Mas vamos aguardar. Ela é a mulher mais indicada sem nenhum Oscar. Amy Adams é a segunda nesse quesito, com essa indicação, chega na sua sexta. Tony disse que a performance do Rami Malek está no estágio da de Marion em Piaf, ainda não assisti Bohemian Rhapsody, mas confio na palavra de Tony. As indicações das atrizes de Roma foram acertadas, elas não vinham aparecendo em nenhuma lista de outras importantes premiações pré-Oscar, e suas indicações não devem ser encaradas como surpresa, ultimamente, a Academia vem indicando atrizes com boas atuações que vinham sendo deixadas de lado em outras premiações. Dafoe chega na sua quarta indicação. Pawel Pawlikowski foi indicado para direção, mas seu filme não foi indicado para melhor filme, fato estranho que vem acontecendo algumas vezes desde que a Academia adotou até 10 filmes indicados na categoria mais importante, mas que nunca chega a fechar em 10, geralmente fica em 9 indicados. A Favorita é um filmão, só há um problema no que tange as performances, mesmo a personagem de Colman sendo a que a história gira em torno, tanto Stone quanto Weisz são protagonistas como Colman, ao menos no grau de participação de relevância da história na tela. Mas como é de praxe, além da confusão entre papéis coadjuvantes e principais, vide a performance de Kate Winslet em O Leitor, produtoras decidem dividir os tipos de indicações que suas atrizes devem ter em atuação para terem maior número possível de indicações. Melissa McCarthy consegue sua segunda indicação, desta vez alcançando voos mais longos além dos seus típicos papéis de comédia, e isso não é uma crítica a atriz, apenas um reconhecimento de seus trabalhos.

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  2. A Gaga não ganhando da Glenn Close já está de bom tamanho, xô lady caca!

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  3. Nao concordo com essa estrategia de colocar protagista concorrendo como coadjuvante, isso é super injusto com quem é realmente foi coadjuvante.

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    1. Também acho. Mas costuma dar certo. Viola Davis, por exemplo, ganhou como coadjuvante dois anos atrás por "Fences", por um papel que era claramente de co-protagonista.

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