quarta-feira, 21 de novembro de 2018

WILDE YEARS


Existe uma tradição de bichas trágicas inglesas, que inclui Freddie Mercury, Alan Turing e Oscar Wilde. Todos eles ganharam cinebiografias mais ou menos recentes. Wilde, aliás, acaba de ganhar a segunda: depois do filme estrelado por Stephen Fry em 1999, o autor de "O Retrato de Dorian Gray" é o assunto de "O Príncipe Feliz", em cartaz no Festival MixBrasil. Ou melhor, o assunto são seus últimos anos de vida, depois dele cumprir a pena que lhe quebrou o corpo e a alma. Rupert Everett, um dos homens mais belos do mundo, não hesita em aparecer destroçado no papel principal deste que também é seu primeiro longa como diretor. Preso por "obscenidade" por causa de seu caso com o filho de um marquês, o dramaturgo por trás das peças de maior sucesso na Londres da virada do século passado foi vilipendiado antes, durante e depois da prisão, quando supostamente sua dívida com a sociedade já teria sido paga. Há sequências de bullying de cortar o coração, mas nem elas conseguiram apagar a verve mais ferina de todos os tempos. Wilde continuou o rebelde que sempre foi, perdendo amigos para não perder a piada. Com locações na França e na Itália e uma esmerada reconstituição de época, "O Príncipe Feliz" ainda tem um elenco cheio de estrelas do cinema britânico e francês - Colin Firth, Emily Watson, Tom Wilkinson, Béatrice Dalle - todos amigos de longa data de Everett. O filme é uma porrada no estômago - como que o mundo pôde tratar assim um gênio do quilate de Oscar Wilde? - mas também dá uma certa esperança. Wilde morreu triste e arruinado, mas seu legado sobreviveu e frutificou. Muito da liberdade de que desfrutamos hoje se deve a pioneiros como ele, que deram literalmente a cara para bater. "O Príncipe Feliz" ainda tem uma exibição no Mix Brasil, na próxima sexta (consulte a programação), mas seria maravilhoso se entrasse em cartaz no Brasil. Tem muita biba novinha por aí que precisa aprender que a lacração não começou quando elas ligaram o computador.

12 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Wilde teria se descuidado da "Importância de ser Prudente", como lembraria Francis a London de Wilde estava apinhada de Bichas, era só ir levando, mas não foi peitear o Marquês si Fu...

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  2. Tem muita biba novinha por aí que precisa aprender que a lacração não começou quando elas ligaram o computador. FINALMENTE hein TONYAH CAREY

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  3. Rupette ja foi muito bonitinha mas sempre muito ordinária!
    Tivemos um babado no inicio dos anos 90' , tia madonna estava na jogada na época, sempre segurando uma vela..., tomamos muitos cappuccinos no bar italia ... i miss soooo much those days....

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    1. Cada beesha tão sonhadora... Ai ai... Tadeeenha!!!

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    2. Sabe que eu acredito...pq eu o conheci no Rio...ele nao é tao bonito como no cinema, mas foi muito simpatico e deu a entender que ele gostava/ queria conhecer uns negros fortoes, o que infelizmente nao era meu caso.

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    3. 22:53 é duro ser periferia ne tia...

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    4. 05:31 Muito duro ter que atender fetiche de beesha phyna entediada kkk
      G-

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  4. pequena correção: Wilde era irlandês, e o Freddy de Zanzibar.

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    1. Sim, mas todos fizeram carreira na Inglaterra.

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    2. E tem um túmulo chiquérrimo no Père Lachaise. Isso sim que é ser bicha bichérrima no pós-vida.

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    3. E VIVE coberto de flores!

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  5. "O filme é uma porrada no estômago". Realmente é.

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