terça-feira, 6 de novembro de 2018

PLAYING BECKETT

Hoje minha aula na Oficina de Dramaturgia nos Parlapatões foi inteirinha sobre Samuel Beckett. A professora Claudia Vasconcellos, especialista no autor, analisou todas as peças importantes e ilustrou algumas com vídeos. O mais impactante é esse aí em cima, com toda "Peça" - a tradução brasileira de "Play". A direção é do finado Anthony Minghella ("O Paciente Inglês") e o elenco inclui o também falecido Alan Rickman, além de Juliet Stevenson e minha queria Kristin Scott-Thomas. Vi uma montagem em 1986, dentro de "Katastrophé", um dos eventos teatrais daquele ano em SP, mas nunca mais cruzei com o texto. Que é ininteligível se você não souber do que se trata: marido, esposa e amante falam do triângulo amoroso que os uniu. Só que eles estão só com a cabeça para fora de urnas funerárias - talvez estejam mortos? Os personagens falam sozinhos, e depois repetem tudo de novo. Hoje minha aula na Oficina de Dramaturgia nos Parlapatões foi inteirinha sobre Samuel Beckett. A professora Claudia Vasconcellos, especialista no autor, analisou todas as peças importantes e ilustrou algumas com vídeos. O mais impactante é esse aí em cima, com toda "Peça" - a tradução brasileira de "Play". A direção é do finado Anthony Minghella ("O Paciente Inglês") e o elenco inclui o também falecido Alan Rickman, além de Juliet Stevenson e minha queria Kristin Scott-Thomas. Vi uma montagem em 1986...

5 comentários:

  1. Eu vi uma montagem do incício dos anos 2000 de uns diretores de Brasília (Adriano e Fernando Guimarães) que há mais de uma década dirigem quase tudo do Beckett com uma pegada teatro/performance/instalação. Eles sempre estão em cartaz em SP pelo Sesc/CCBB e acho que estão agora por ai com uma adaptação do Borges.

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  2. O Mio Babbino Caro
    ...ah e a nós resta continuar "Esperando Godot". E ler seu blog sempre estimulante.
    Parabéns Querido!!!

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  3. "The sun shone, having no alternative, on the nothing new"... cadê o emoji de coraçãozinho para colocar aqui???

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  4. Lá no século passado, assisti a "Beckett in White", uma adaptação brasileira de "Play", em que três personagens falavam seus textos simultaneamente e se repetiam três vezes. Ou seja, para entender algo que fosse, era necessário acompanhar um ator por vez, enfrentado o ruído da fala dos outros.

    Ah, o cenário era um banheiro ("in white" hein, hein?) do casarão (aquele do Mambo, lembra?) da Avenida Paulista.

    Se bem que nada mais beckettiano que ler a repetição infinita dos argumentos aqui nos comentários do blogue, néam?

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  5. Adorei! Parece um boquete. Começa na cabeça, vai até o talo, depois volta. And repeat.... kkkkkkkk

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