segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O GRANDE MAMILO

Bernardo Bertolucci fez um discurso surpreendente ao agradecer o Oscar de melhor direção por "O Último Imperador", em 1988 (o filme levou todos os nove prêmios a que estava indicado). O cineasta italiano disse que, se Nova York era conhecida como a "Grande Maçã", então Hollywood era o "Grande Mamilo". Era a homenagem sincera de um europeu ao cinema americano, que alimenta o mundo até hoje com suas histórias e tecnologias. Bertolucci nunca mais fez nada tão grandioso, mas nem precisava. Àquela altura, ele já tinha assinado duas obras-primas absolutas, e em gêneros distintos: o próprio "Imperador" e "O Último Tango em Paris", que escandalizou o mundo em 1973 (e que só foi liberado no Brasil em 1979). Ele morreu nesta segunda, com apenas 77 anos, depois de um longo câncer. Tomara que, agora, alguém se anime a relançar "O Último Imperador" nos cinemas, em cópia restaurada. É um dos maiores espetáculos cinematográficos de todos os tempos, e precisa ser visto na tela grande. Um mamilão e tanto.

12 comentários:

  1. Uma das obras primas citadas teve um estupro real de uma atriz jovem. Estupro combinado entre Bertolucci e Marlon Brando. Não dá pra ignorar esse podre horrível (um crime na verdade) na carreira do cara.

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    1. A Maria foi currada de verdade? 😯
      Iria fazer uma piada sobre a pessoa por quem ela foi currada... Mas de fato não pode, anal só é uma delicia quando devidamente autorizado! 😉

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    2. MeLdeLs, problematizaram... a manteiga!

      Milhões de rabas afoitas ADORARIAM dar pra um Marlon Brando de quarenta anos (euzinho incluso), mas essa geração doente e hipócrita quer condenar uma cena em que NÃO HOUVE PENETRAÇÃO, mas apenas... IMPROVISAÇÃO!

      “Para conseguir algo é preciso ser completamente livre” (Bertolucci), mas os canalhas medíocres preferem ser escravos da regulação social...

      Não, Tony, o filme não voltará aos cinemas. Os SJWs irão queimar os cartazes para transformar o mundo "em um lugar melhor".

      Vem logo, meteoro, vem!

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    3. 17:30 tá querendo negar um fato que a atriz relatou e o próprio diretor confirmou anos depois, é isso?!?!

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  2. 18:30 quer justificar o mimimi sobre a cena gravada por uma atriz que topou simular atividade sexual com um dos homens mais bonitos de sua época e foi pega "de surpresa" pelo genial uso de manteiga como lubrificante, é isso?

    Desejo que o próximo boy desse anon, se é que alguém irá se habilitar, use cerol, pois essa gente é mais perigosa que os conservadores italianos que criminalizaram Bertolucci pela exibição do filme.

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    1. lembrando que o Brando não a penetrou e ela sabia da cena de sexo que estava no roteiro, óbvio!

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    2. Maria Schneider destruiu-se nas drogas e tentou achar um culpado para suas escolhas individuais. Típica transferência de responsabilidade, tão em voga nestes tempos sombrios em que vivemos.

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  3. Gente, essa história foi esclarecida, a cena estava no roteiro, a atriz sabia, ela não foi estuprada pelo Brando e a improvisação foi só a manteiga (eram os anos 70, o processo artístico era mais visceral, não tinha o mimimi de hoje), mas enfim, visto sob os olhos dos sjws de hoje é uma problemática sem fim. Só acho terrível execrar o trabalho dele!

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    1. Acho que há dois dados que precisam ser levados em conta:

      1) "O Último Tango" foi rodado no começo dos anos 70, uma época de contestação e, sim, libertinagem. Os padrões morais vigentes eram outros.

      2) Maria Schneider era da pá virada. Teve uma vida conturbada, marcada pelas drogas e pelo alcoolismo. Não estou culpando a vítima, veja bem: mas ela pode muito bem ter mudado de ideia ao longo dos anos.

      Acho que nunca saberemos exatamente o que se passou, já que os três principais envolvidos - Brando, Schneider e Bertolucci - agora estão mortos.

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  4. A cena é desconfortável de assistir. Energia carregada. Se até hoje em dia as atrizes são coagidas ..... Imagine nos anos 70.

    Mesmo com a cena presente no roteiro não tem como defender ou relativizar o que aconteceu

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    1. "A cena é desconfortável de assistir"

      Haja sensibilidade e falta de vivência, para se incomodar com uma cena tão absolutamente brilhante.

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  5. O Mio Babbino Caro
    Muito mais violenta para mim é a cena com a eplética de "1900".
    Porém conforme você diz "aqueles eram os anos" lay lay lay la la la.

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