quarta-feira, 4 de julho de 2018

A PORTA QUE SÓ QUEM SAI DEVE ABRIR

É lindo, é inspirador e é épico sair do armário ao vivo na TV, ainda mais direto da Rússia. Foi o que fez o repórter Sandro Fernandes da Globo News, que ontem contou meio en passant que tem um namorado belga, mas que continua torcendo pelo Brasil no jogo de sexta. Hoje Sandro desabafou no Twitter sobre o auê e comoção que sua revelação provocou. Mas este é um preço baixo a se pagar pela coragem e integridade. Ele continua escrevendo o script da própria vida. Pena que esta opção não foi dada ao PM paulistano que foi gravado, à revelia, beijando outro homem no metrô. O vídeo foi postado na internet, também sem a permissão dele, e as ameaças foram tantas que o rapaz pediu afastamento médico de suas funções - está internado em uma clínica de repouso. Não vou reproduzir nenhuma imagem dele aqui, muito menos divulgar seu nome. Saída do armário é uma decisão pessoal e intransferível. Só os homofóbicos enrustidos é que merecem ser expostos à luz do dia. Os demais, sabem onde o calo lhes aperta e onde/quando/se devem se assumir. Por que nunca é fácil para ninguém, nem para o filho do Solimões.

23 comentários:

  1. Que pai igual ao de Me Chame Pelo Seu Nome, que nada! O negócio é ter um pai igual ao Solimões!!! Kkkkkkkkkkkkk

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  2. Além de competente na cobertura de um país complexo e em ritmo de Copa, o Sandro é simpático e descontraído. Mas, em falando de Rússia, surpreendente foi o caso do lindíssimo jogador Aleksandr Kokorin - ausente da seleção de seu país por cirurgia no joelho -, que, em 2013, aos 21 anos, foi em férias a Miami com um colega jogador e, na volta, divulgou na rede muitas fotos da dupla aos abraços e beijos e até sentado no colo do amigo dentro de uma banheira de espuma [todas na rede]. Isso no país de Putin! Aí ele garantiu que eram, não um casal, mas apenas amigos de longa data e as namoradas de ambos ficaram calmas.

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  3. Concordo com você, anônimo !!!

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  4. Mas o PM dá um beijo em público e depois reclama que foi outed?
    Acho que ele nunca teve muito dentro do armário não.
    Ja o repórter da Globonews nem precisava fazer outing com essa pinta toda.

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    1. O Sandro não fez outing nenhum. Diante da definição da Bélgica como próximo adversário do Brasil, ele apenas fez referência - com a mais total naturalidade - ao fato de seu namorado ter a nacionalidade desse país. E a Sandra Coutinho, na mesa do 'Em Pauta', completou com igual simplicidade 'Ah, é mesmo, eu tinha até esquecido que seu namorado é belga!'

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  5. Ele é bem simpático, mas podiam ter arranjado umas polos no tamanho certinho...

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  6. Quem beija em público, no metrô, não está exatamente querendo privacidade em relação àquele beijo. Pode não ter pensado que seria filmado, mas é uma baita inocência nos tempos atuais. Acho que ele na verdade não estava nem aí, mas como foi xingado nas redes, mudou o discurso.

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  7. Esse repórter pode dar tchau às organizações Globo. Primeiro vão botar ele na geladeira, depois vai pro olho da rua, cês vão ver.

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    1. Sim, a mesmageladeira onde estão a Fernanda Gentil, o Marco Nanini, a Nádia Boschi...

      Incrível como tem asno que acredita que a Globo é homofóbica, quando o exato oposto é a verdade. Nunca trabalhei em uma empresa tão diversa e inclusiva como a Globo.

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  8. Mas na GloboNews nunca vi ninguém for do armário.

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    1. Tem pelo menos outro cara, o nome. agora me escapa.

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    2. Pedro Andrade, do Manhattan Connection.

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  9. Na área do jornalismo eu acho que os caras são mais repressivos. E eu nunca vi o Marco Nanini falando que é gay em um programa da Globo. Nem ao vivo, nem gravado.

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    1. Você não acha nada, bebê. Você não conhece a Globo por dentro. Eu conheço.

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    2. Ó 14.32, você nunca viu, na Globo aberta, o Marco Nanini fazendo um contundente discurso em favor do casamento gay na campanha do 'RESPEITO'[a minorias, religiões etc]? Ele aparece várias vezes ao dia pelo menos no horário noturno. Fica só assistindo a Record e fala bobagem!

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  10. As lésbicas daquela novela da 7 mandam beijos... do shopping em chamas!!!

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    1. Novela das nove. “Torre de Babel”. Vinte e dois anos atrás. Mais que a sua idade mental.

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    2. hey hey hey eu fiz o comentário da novela das lésbicas - os comentários anteriores não são meus. Era para ser uma conversa civilizada, mas pelo jeito toquei em algum ponto sensível.

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    3. O ponto sensível é que, para variar, as guei escolhem o inimigo errado. A Globo não tem nada de homofóbica. Tirou homossexuais de novelas quando o público rejeitou, mas também já comprou muitas das nossas brigas. E o ambiente interno é pra lá de tolerante. Experimente ser gay assumido e trabalhar nas concorrentes...

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    4. Eu não estava falando das condições trabalhistas, as quais desconheço e que só são de interesse para quem quer trabalhar lá. A programação da emissora é, desde sempre, retrógrada - para dizer o mínimo (olá, Zorra Total com seu lindo quadro "A cara da riqueza"). Você parece sugerir que isso é necessário porque o público quer assim. Talvez, mas com o poder que a Globo tem, e sendo uma concessão estatal, poderia fazer um pouquinho melhor. Lembro daquela novela argentina de anos atrás, por exemplo, que já na época tinha jogador de futebol se pegando. Imagina quantos séculos ainda vai levar para aparecer algo do tipo na nossa TV. Concordo com você que houve uma melhora, mas é recente, e talvez seja decorrente da necessidade de ficar mais alinhada com o governo que tivemos no período. Mas não me espantaria nem um pouco se, uma vez eleito você-sabe-quem, o tom não mudasse de novo, para se alinhar à nova ordem. Porque a história da emissora é essa, desde o regime militar. Você pode não gostar, você pode até ter obrigação de defendê-la, e eu entendo tudo isso. Mas os fatos permanecem.

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    5. "Desde sempre"? Faz-me rir.

      O "Zorra Total" saiu do ar em 2015. A versão atual chama-se apenas "Zorra" e é feita por uma equipe totalmente diferente. Alguns atores permanecem, mas não tem mais piadas homofóbicas, machistas ou racistas. com forte influência do estilo do Porta dos Fundos. Você nunca deve ter visto, né? Confessa.

      A Globo tem veiculado inúmeros programas pró-LGBT, das novelas aos jornalísticos. São inúmeros os "Globo Repórter", "Profissão Repórter" e similares sobre o tema, sempre com viés simpatizante. Ana Maria Braga e Fátima Bernardes, por exemplo, não perdem oportunidade de receber ativistas LGBT (tenho vários amigos que jia foram lá), casais gays, artistas fora do armário, etc.

      Comparado com o resto da América Latina, o Brasil fica no meio. A Argentina avançou mais em alguns aspectos, inclusive na TV, mas estamos anos-luz à frente de Paraguai, Costa Rica, etc. No Peru surgiu o Jaime Bally, um jornalista político e apresentador de talk show assumidamente gay por um tempo (hoje está casado com mulher). Eu conheço bem a TV de quase todos esses países, posso até dar uma aula a respeito.

      Você fala da concessão estatal da Globo. Gozado que ninguém lembra da concessão estatal da Record, que pertence a uma igreja conservadora e retrógrada com um escancarado projeto de poder, ou do SBT, nas mãos de uma família conservadora e capitalista ao extremo, sem a menor preocupação com o legado social além do Teleton (a Globo tem a Fundação Roberto Marinho e inúmeras iniciativas de cunho social). Cadê a simpatia pelo movimento LGBT nessas emissoras? Não há, nem na programação, nem nos corredores.

      Além de tudo, a Globo não tem mais o mesmo poder que já teve um dia. A audiência atual é bem menor do que a de 10 anos atrás. Seu verdadeiro concorrente é o streaming (Netflix, etc.), que avança a passos largos - e que não depende de concessão estatal. Culpra a Globo pela manutenção do status quo é cantilena do PT dos anos 90 (e o PT tentou muito fortalecer a Record, logo quem).

      O mundo mudou, a Globo também está mudando. Abra os olhos e reflita.

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  11. Chico Pinheiro mostrando como se faz: https://twitter.com/jc_pe/status/1015336711319117825

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