quinta-feira, 3 de maio de 2018

UMA VERDADEIRA PRINCESA


Faz oito anos que eu digo aqui no blog que Janelle Monáe é um talento de primeira linha, desses que aparecem poucos a cada década. O problema é que ela nunca emplacou um grande hit: suas músicas são ótimas, mas carecem de refrões pegajosos que grudem na orelha das pessoas. Isto talvez mude um pouco com seu terceiro álbum, "Dirty Computer": o primeiro single, "Make Me Feel", teve a participação de Prince no arranjo, que cita explicitamente a clássica "Kiss" do falecido. Mas o fato é que Janlle não precisa tocar no rádio. Ela é uma artista conceitual, e seus discos merecem ser escutados de uma só sentada. Ou olhada: boa parte de "Dirty Computer" ganhou visual no média-metragem acima, onde a cantora faz uma mulher que precisa ser "limpa" por não se encaixar nos padrões da sociedade. Ela também se assume "queer", admite que também gosta de mulher e canta a faixa mais erótica de sua carreira em "Pynk", uma ode às parte baixas femininas. Com convidados do calibre de Brian Wilson e Stevie Wonder (não creditado), "Dirty Computer" vem recebendo ótimas críticas, e aposto que será lembrado nos próximos Grammys. Com sua sonoridade moderna e empoderada, Janelle Monáe se firma como a mais legítima herdeira do trono púrpura de Prince.

9 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Além de arrasar como "namorada" de Chiron em Moonlight rss

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  2. Os quilombos criticados por Bolsonaro produzem banana, palmito, arroz, feijão, mandioca, artesanato, e serviços de turismo e educação. Sem sarcasmo, o Bolsonaro produz o quê mesmo?

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    1. Produz filhos tão inúteis quanto ele, pra q eles cresçam e fiquem mamando nas tetas do estado igual a ele.

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    2. 11:40 E ainda azucrina a vida dos viados ou não!

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    3. 12:37 esse povo que azucrina a vida dos viados , adora comer carne de viado , são fissurados nessa carninha gostosa

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  3. As letras (de todos os álbuns!) são sensacionais! Cada verso é uma porrada!!

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  4. Tony, comentando sua coluna do F5, tivemos o maravilhoso Milton Gonçalves fazendo um vilão numa novela, ele fazia um político milionário e corrupto e a Thaís Araujo era sua filha ativista a favor da ética na política.
    O nome da personagem era Romildo Rosa na novela "A Favorita" (2008).
    Lembro tb de uma entrevista que ele deu e disse que movimentos negros estavam possessos com ele, pq acharam q ele poderia difamar futuros políticos negros com o personagem que fazia.

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    1. A Bahia tá cheia de gente talentosa na musica, na poesia, escritores, fotografia, teatro .

      Não entendi a dificuldade da globo E olha que o teatro baiano formou verdadeiras perolas negras e brancas: Wagner Moura, Lazaro Ramos ,Luís Miranda,Fábio Lago,Érico Brás,Fabrício Boliveira,Emanuelle Araújo ,João Miguel etc...

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  5. Muito bom, escutei esse disco dias seguidos! É uma mistura interessante a que ela faz!

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