terça-feira, 1 de maio de 2018

A LOBA E OS BOBOS

Além da covardia e de atacarem sempre em grupo, outra característica dos bullys é a pele extremamente delicada. Reagem sempre de maneira exagerada a qualquer crítica ou reclamação, e adoram acusar suas vítimas da mesma coisa que fazem contra elas. Um exemplo cristalino de tudo que eu listei é o chororô do governo Trump por causa do stand-up de Michelle Wolf durante o tradicional jantar anual dos correspondentes da Casa Branca. Não é a primeira vez que um comediante espezinha o presidente de plantão no evento, mas, ei - isto é o que comediantes fazem. Não existe humor a favor. E o gabinete Trump, com sua porta giratória, secretários despreparados, mentirosos, racistas e homofóbicos, é um alvo óbvio demais. Mas deixa estar: novembro está cada vez mais perto.

8 comentários:

  1. Ela é muito engraçada, não a conhecia, acabou com o governo trump trash!
    Perdi um punhado de jokes porque o sotaque dela é bem carregado, sorry.

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  2. Não há jornal ou televisão que se esqueça de nos informar o quanto Trump é detestável, mentiroso, irascível, impreparado para o cargo, mal-educado, traidor dos valores americanos e absolutamente repugnante. Não contesto nada disso, com excepção do “traidor dos valores americanos”, porque Trump representa uma parte significativa da América — parte essa, aliás, que continua muito mal compreendida. Por isso, em vez de me juntar à multidão de haters, parece-me mais produtivo assinalar o primeiro aniversário de Donald Trump na Casa Branca recordando aquilo que lhe devemos: a repolitização da sociedade americana, a ressurreição dos jornais, os melhores programas de humor do mundo, o envolvimento de cada vez mais gente no combate político e nas lutas sociais, e até a tomada de consciência, por parte da Europa, de que a defesa dos valores ocidentais não pode ser abandonada nas mãos de um qualquer inquilino da Casa Branca.

    “Trump galvanizou as mulheres de uma forma nunca antes vista.” A Marcha das Mulheres, encheu as ruas varias vezes. O próprio New York Times aumentou as suas subscrições em 60% entre Setembro de 2016 e Setembro de 2017, para 2,5 milhões de assinantes. As acções da empresa detentora do jornal subiram 41% no decorrer de 2017. A CNN anunciou que no ano passado o canal teve maior audiência desde a sua criação, em 1980. Stephen Colbert, o mais aguerrido humorista americano no campeonato “Tiro-ao-Trump”, conseguiu aquilo que parecia impossível: tornar o The Late Show no programa mais visto da televisão americana no seu segmento, destronando o bem menos politizado Tonight Show de Jimmy Fallon.
    Colbert ganhou 600 mil espectadores (de 2,9 para 3,5 milhões) desde que Donald Trump venceu as primárias republicanas. O mesmo sucesso calhou a Alec Baldwin quando começou a fazer de Trump no Saturday Night Live (interpretação com direito a Emmy e tudo): a cabeleira loira e o lábio subido bateram recordes de audiência. Donald Trump vende — e muito. Ele é o maior amigo dos seus inimigos. Ele é o homem que nós amamos odiar.

    Isto não significa, de todo, que devamos ser mais complacentes em relação a ele. Embora haja com frequência exageros ridículos e formas muito pouco equilibradas de noticiar as suas acções, o que sugiro é o contrário disso: a capacidade de uma sociedade permanecer alerta, sem se deixar anestesiar pela sua postura de bully, é uma enorme demostração de vitalidade política e de espírito de cidadania. Nesse sentido, Donald Trump está a cumprir uma promessa: a América está, de facto, great again, graças à forma como tem sabido resistir civilizadamente a um Presidente inimaginável.

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    1. Aiiiiii, quero ser seu amigo!!!! Deixa, vai... cria um nome para acompanhar seus comentários!

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    2. Nossa, "buguei" agora, comentário com estilo característico da Defu, mas que adorei!
      Nick

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    3. “Impreparado”

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    4. Guarda o texto pra postar sobre Bolsonaro, porque ele vem aí.

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    5. 08:58 "a América, CONTINUA, de facto great"

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  3. porque os jornais noticiam tudo, menos uma coisa tão banal que se chama "vida"

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