segunda-feira, 16 de abril de 2018

SINFONIA DE HONG KONG

Acordamos em Chiang Mai às cinco horas da manhã, pegamos o voo das sete para Bangkok, desembarcamos no aeroporto doméstico, passamos no hotel para pegar as malas e chegamos ao aeroporto internacional com tempo de sobra para começarmos nossa longa jornada de volta ao Brasil. Que seguirá uma rota diferente e tem uma escala de quase 24 horas no meio: Hong Kong, de onde escrevo este post. Estou encantado com a eficiência da cidade. A fila do passaporte anda rápido, tem um trem expresso que sai de dentro do aeroporto e te deixa no centro em menos de meia hora (e custa 12 reais por pessoa!), e ainda tem ruas que lembram a Nossa Senhora de Copacabana. Mal chegamos ao hotel, largamos tudo e corremos para pegar o ferry para Kowloon, do outro lado da baía. É de lá que se vê um espetáculo diário cafona e irresistível ao mesmo tempo: a "Symphony of Lights", em que os arranha-céus mais absurdos quase dançam ao som de música new age. Um final e tanto para uma viagem dos sonhos, em que vi coisas assombrosas e me diverti à pampa. Obrigado por viajar comigo! Até já.

19 comentários:

  1. O Mio Babbino Caro
    Tem certeza que vai voltar pra cá, vai se preparando ksksksks

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Interessante as reflexões existenciais que essa viagem do Tony causou em parte de seus leitores...queiramos que ele emane essa compaixão em sua volta.

      Excluir
  2. Aqui no Brasil já começou o espetaculo cafona da época de eleição e os politicos dão até o cu se necessário, comem pastel na feira, toma pingado, comem pão na chapa, abraçam pobres gays negros leprosos, só pra não serem taxados de bão . Depois das eleições é que eles botam as manguinhas de fora.

    ResponderExcluir
  3. Oi tony o moletom do baphomet esquenta muito ou é suave pra um dia nao muito frio? Sei la pq to perguntando isso

    ResponderExcluir
  4. Hong Kong está cheia de gente. No entanto, para mim, parecia uma cidade silenciosa e solitária.

    Eu viajei em metrôs de última geração, sem motoristas humanos e com uma precisão de tempo impecável e invejável. Mas durante a viagem quase não vi rostos, pois todos olhavam para baixo, presos à tela dos modelos de celulares mais recentes que s seguravam nas mãos. Não vi ninguém dando o lugar para um ancião. inguém olhou para mim curiosamente ou me perguntou se eu precisava de ajuda para encontrar a estação onde eu tinha que sair, ninguém me avisou que no metrô você morre de frio e quando você desce você morre de calor, ninguém me avisou que cada estação tem oito saídas e que se você está errado, você tem que ir ao redor do mundo para encontrar o caminho certo.

    Eu andei pelas ruas cheias de cartazes, empresas e pessoas. No entanto, ninguém me parou para perguntar se eu precisava de ajuda para encontrar uma rua. Eu poderia dizer que devo ter percorrido toda a ilha a pé e ninguém me prestou muita atenção.

    Eu fiquei alojada no que deve ser uma das casas mais caras e luxuosas de Hong Kong (em Hong Kong, o simples fato de ter uma casa e não um apartamento já implica um luxo, onde o metro quadrado é o segundo mais caro do mundo depois de Nova York,. E mesmo sendo uma das melhores casas em que eu fiquei na minha vida, faltava o calor de uma pequena casa.

    Eu não reclamo, eu amei Hong Kong e eu pretendo voltar, é uma das minhas cidades favoritas. Mas que cidade solitária.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nascemos sozinhos, vivemos sozinhos e morremos sozinhos. Solitude é nossa própria natureza, mas não estamos conscientes disso. E por não estarmos conscientes disso, em lugar de ver nossa solitude como uma tremenda beleza e êxtase, silêncio e paz; um estar à vontade com a existência... Nós a confundimos com solidão. A solitude é uma presença, uma presença transbordante. Você está tão pleno de que não há necessidade de alguém mais. O que é necessário não é algo para que você possa esquecer sua solidão

      A realidade é que milhões de pessoas estejam apegadas uns aos outros, simplesmente devido ao medo de que sejam abandonados e deixados sozinhos.
      E estar só é a nossa natureza; não há nada a temer, você só precisa experienciar isso.Uma vez que você experiencia no seu profundo silêncio do coração a beleza de sua solitude, o êxtase de sua solitude, todo medo desaparece,

      Excluir
    2. Me lembrei do meu primeiro dia em Hong Kong e penso o mesmo que você, no inicio você começa a se maravilhar com tudo, mas depois de um tempo você percebe que não há cidade que faz você se sentir mais solitário do que Honk Kong . Muitas luzes, multidões por toda parte e modernidade que permite que tudo funcione perfeitamente, mas falta o essencial: sorrisos ...

      Excluir
    3. "A solidão desola-me; a companhia oprime-me. A presença de outra pessoa descaminha-me os pensamentos; sonho a sua presença com uma distracção especial, que toda a minha atenção analítica não consegue definir" Fernando Pessoa

      Excluir
    4. Gente velha e/ou feia está fadada à solidão. Muito dinheiro pode, no máximo, amenizar essa condição. A vida como ela é.

      Excluir
    5. 21:20 A capacidade de estar sozinho é a capacidade de amar. E isso pode parecer paradoxal , mas não é. Essa é uma verdade existencial.

      Somente pessoas que são capazes de estar a sós, são capazes de amar, de compartilhar. De ir no mais profundo âmago da outra pessoa sem possui-la, sem se tornar dependente do outro, reduzindo o outro a uma coisa e sem ficar viciado no outro, também.

      Essas pessoas permitem ao outro liberdade absoluta, pois sabem que se o outro for embora eles serão tão felizes como são agora. A felicidade deles não pode ser tirada pelo outro porque não foi dada pelo outro.

      Excluir
  5. Show esta viagem, muito interessante, muitos contrastes em todos os sentidos. Mas tudo muito longe, tem que ter muita disposição, e o Jet Lag, que confusão deve ser ao chegar destino e quando volta!!! Bom regresso.

    ResponderExcluir
  6. Meu, a cada viagem a gente percebe como o Brasil é o pior lugar do mundo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 22:23. Não é o melhor, mas nem de longe é o pior.

      Excluir
  7. Hahahah. Quando fiquei uns tempos em HK a trabalho fui ver esse show tb e cometi a cafonisse de grava-ló. Também fiz questão de ficar hospedado no 60° andar pra ver como é viver nas alturas e comprei metade das bugigangas e eletrônicos que eles vendem nas lojas e barraquinhas de rua. Achei que ía ter que arranjar um contêiner pra trazer tudo.
    General tem uma coisa que quebra o silêncio do metro: peidos. Várias vezes eu escutava alguém peidando... Entendi que para eles não é algo tão feio como para gente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se pudéssemos nos ver de verdade, saberíamos como somos ridículos com nossos intestinos retorcidos pelos quais deslizam lentamente as fezes... ... enquanto nos olhamos nos olhos e dizemos: 'Te amo'. Fazemos e produzimos uma porção de porcarias, mas não peidamos perto de uma pessoa. Tudo tem um fio cômico

      Excluir
  8. Não sei pra você, mas pra mim a volta pra casa é sempre uma alegria.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também concordo, pode ser viagem de primeira classe e hospedagens de primeira, mas voltar p casa é ótimo,voltar p o seu lar é ótimo mesmo.

      Excluir
  9. A cidade é fantástica, mas não tem aquele "fun factor" de outras. É interessante, é de certa forma bonita. Mas não tem aquela aura de "preciso mais". Para mim, uma vez foi o suficiente.

    ResponderExcluir
  10. E aquele favelão vertical? Tipo a Rocinha de HK?

    ResponderExcluir