sábado, 21 de abril de 2018

COMANDO DE ELITE


Eu tinha quase 16 anos quando terroristas palestinos e  do Baader-Meinhof sequestraram o avião da Air France para Uganda, portanto lembro bem do episódio. Até vi um dos três filmes produzidos a toque de caixa nos meses seguintes, todos com viés pró-Israel (e spoiler no título: "Vitória em Entebbe"). Mais de 40 anos depois, é curioso que surja um quarto filme, e dirigido por um brasileiro. José Padilha mostrou que sabe lidar com uma situação com reféns em "Ônibus 174" e dessa vez, o Senhor seja louvado, ele não usa locução em off em nenhum momento. Não que o roteiro seja perfeito: a ação se arrasta lá pela metade, assim como deve ter se arrastado na vida real, e o "raid" promovido pelo comando israelense no final poderia ser mais explorado. Há um recurso narrativo original, um grupo de dança moderna de Israel executando uma coreografia impactante, que não só abre e fecha o longa como permeia as cenas de ação. Em geral funciona, mas teve momentos em que eu achei que era excessivo. A coreô também tira um pouco da imparcialidade do filme, que é em boa parte contado do ponto de vista dos dois terroristas alemães, crivados de dúvidas e medo. Mas Padilha também já disse que prefere ser obejtivo do que imparcial, e isto ele consegue. Quem odiou "O Mecanismo" vai ter certeza que o diretor se vendeu aos inaques; o resto de nós vai gostar de "7 Dias em Entebbe", mesmo que não seja uma obra-prima.

4 comentários:

  1. Assisti este filme o mais antigo, citado aqui no texto, tive uma dó daquela mãe do passageiro que foi levada p o hospital e ficou.O resgate foi fenomenal, nunca esqueci este filme.

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  2. Pra mim, a melhor cena é quando o terrorista palestino explica o porquê da luta dele pro terrorista alemão criado a base de ovomaltine.

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  3. "Ain, o fofo e heroico palestino dando uma lição de vida no justiceiro soÇial branco e de alta renda, ain"

    Tão divertido quanto na época dos meus avós, quando escarneavam a valer dos hippies sujos que queriam mudar o mundo. Ô mundão besta que nunca muda.

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  4. Vi ontem. Não é ruim, mas também não é excelente. Dá para o gasto.

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