segunda-feira, 5 de março de 2018

O AVESSO DA DISNEY


Vi "Projeto Flórida" em outubro, no Festival do Rio, mas esperei entrar em cartaz para soltar este post a respeito. Talvez não tenha ajudado em nada a carreira do filme no Brasil: como sua única indicação ao Oscar foi ator coadjuvante para Willem Dafoe, muita gente não está correndo para os cinemas para ver esta pequena obra-prima. O diretor Sean Baker já tinha surpreendido dois anos atrás com "Tangerine", a saga de duas trans filmada com um iPhone. Agora ela volta a encharcar a tela de sol, mas do outro lado do mapa americano. "Projeto Flórida" era o nome secreto da Disney World antes da inauguração, e "project" em inglês também se refere aos conjuntos habitacionais para pessoas de baixa renda. A história se passa, na verdade, em um motel de beira de estrada nas cercanias da Disney, onde uma jovem e irresponsável mãe solteira finge que cuida da filha pequena. Ou melhor, que história? O roteiro acumula episódios do dia-a-dia das duas, mostrando os trambiques da mãe e as brincadeiras da filha, que nem percebe o aperto em que elas vivem. Transbordando energia e com ótimas atuações, "Projeto Flórida" só desapontará quem espera por historinhas edificantes. É um exemplo do novo cinema americano, e um trailer do que ainda vem por aí.

11 comentários:

  1. Sim a situ americana e bem difícil. Tem muita gente se ferrando

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  2. Ain achei chatérrimo, um porre, histórias (ou falta de) que não merecem ser contadas nem assistidas.
    Economize tempo e dinheiro pulando essa obra prima LoL

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    1. Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos.

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  3. O filme não tem propriamente uma história e mostra apenas a rotina dos personagens. Por vezes é arrastado, mas é sempre instigante. E você sabe que daquele mato vai sair coelho, lebre, esquilo, pato ou até mesmo Mickey. E sai mesmo!

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    1. Que coelho que saiu? Só vi saindo meu dinheiro pro bolso deles sem menor retorno.

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  4. Podia se chamar “ensaio sobre o white trash”

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  5. Eu adoro paradoxos. E estamos testemunhando um enorme paradoxo de um mundo globalizado onde convivem o machismo Trump e o avance impenetrável do feminismo . Assistimos ao grande movimento global de mulheres que começou com "Me To" e Time's up "e que catalisa a primeira greve global das mulheres para o 8 de março, acompanhada de uma mudança radical no olhar para o que é diferente , em direção aos coletivos gays e trans que se espalharão como uma mancha de petróleo em todo o mundo.

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    1. Kkkkk #metoo e afins são apenas brincadeirinhas das estrelas de Hollywood pra vc continuar pagando pra ver a maioria dos filmes horrorosos que elas fazem, não rendem nada e elas querem que vc ache obras primas. Quanto a coletivos gays e trans, acho que vc devia sair do dce que vc orbita e cair na real onde as pessoas tem demandas além de sexualidade. Sem falar que gay é uma "tribo" altamente desunida, dispersa e que se vende por qualquer vip que lhe oferecido, não vai ter coletivo de meia dúzia que vá fazer essa sua revolução capenga.

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    2. 09:01 Se dependêssemos de figuras como esta, até hoje estaríamos enfiados em Clubs como a Arcadie, sem jamais conhecer a luz do sol. Mas falar de Arcadie para essas toupeiras, é gastar vela com defunto ruim.

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    3. Mulheres no poder já

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    4. 07:54 Bicha há anos a Babu desafina o coro dos contentes por aqui.

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