segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

ROLÉ À MILANESA

Ciao da Milano. Cheguei hoje de manhã e fico até quarta. Vim cobrir um evento; mando notícias em breve. Agora quero mais é trocar de roupa e nem descansar, porque o tempo é curto e a cidade é grande. Esta é a minha terceira vez aqui, mas nunca passei mais do que uma noite. Dessa vez serão duas, iupiii! Mas tenho muito trabalho pela frente, algumas horas livres para ver o "Cenacolo" e nenhum dinheiro para torrar na Via della Spiga. Ma senza sbattimento, bella.

12 comentários:

  1. Baci da Corso Buenos Aires

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  2. Boa viagem e bom trabalho para você!

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  3. O Homem que Virou Merda


    A mente era assídua na sua tarefa de cagar na vida. A vida corria, rápida ante seus olhos e a mente cagava em tudo. Ficava completamente paralisado sem saber o que dizer. Sentia uma dor monótona e contínua, que lembrava uma estagnação cinza de uma tarde igual em uma cidade igual com cheiro de fumaça. A dor parecia ser um protesto da mente masoquista, o cérebro amassava-se numa agonia infinita. Não podia dizer que era enxaqueca. Sempre que ouvia de alguém a palavra enxaqueca, ficava com raiva da pessoa. Odiava a dor dos outros. Não podia ser pior do que a dor estagnante, incessante e sem graça de sua cabeça. Devia ser egoísta, não tinha certeza. Mas, pelo menos, não ficava se queixando aos outros. Tudo era infernal e ele sabia que nada tinha solução. A ansiedade era extrema de tal forma, que viver parecia impossível.
    Foi com esse estado de espírito que o homem foi para a festa. Queria extravasar! Bebeu umas dez latas de cerveja e tomou mais uns cinco drinks de vodca, mas não ficou bêbado. Tinha umas cartas na manga que não o deixavam ficar atordoado, mas estava louco.
    Já era lá pelas três da madrugada, quando viu uma mulher e decidiu fazer uma empreitada.
    Tava louco, então não se importava com nada que dissesse ou fizesse.
    Falou: Você é gostosa, adoraria bater uma punheta pensando em você.
    A mulher deu risada e afastou-se (uma puta escrota que tinha uma verruga bem embaixo da narina esquerda). Ele já sabia que esse seria o resultado, por isso nem ligou. O objetivo era causar um espanto inofensivo e quebrar a rotina da noite de uma maneira engraçada. Sempre fazia isso, no entanto, nunca arranjou confusão. Dizia de uma maneira tão gentil e delicada (que nem uma bicha) que, no máximo do choque, a menina (geralmente, menininha mal comida que precisa levar no rabo) daria um risinho surpreso. E nenhum marmanjo (otário, que merece morte lenta e dolorosa por meio da empalação) passando por perto atreveria-se a intervir, já que fazia uma careta insana meio sedenta por sangue (dos outros e dele próprio) se o mal-encarassem. Não queria briga mesmo. Mas se surgisse a confusão, tentaria, ao menos, liberar-se numa fúria suicida (um quilo de dinamite seria ideal). Acabar com tudo na primeira oportunidade.
    A vida sempre foi uma merda, continua uma merda e sempre vai ser uma merda. Essa era a sua filosofia. Portanto, não fazia nenhum sentido o sentimento de autopreservação ou qualquer coisa parecida (como o amor ao próximo, por exemplo). Era um trem desgovernado.
    O que ele mais queria na vida, seu único objetivo: conseguir uma arma. Era seu sonho. Pegaria o revólver, tacaria na têmpora direita e daria um tiro com a maior felicidade possível, uma felicidade inexistente que almejava encontrar nesse fatídico dia.
    Fora isso, não tinha sonhos e não acreditava em nada além do terror de se estar vivo num Universo selvagem, indiferente e ávido por destruição. Onde nada fazia sentido (pra se usar o mais antigo dos clichês) e onde não existia futuro, além daquele imaginado pelo ser pensante, portanto, irreal.
    Não conseguiu a arma. Então se jogou da merda de um prédio e virou um monte de merda estatelada no chão, feito uma disenteria humanoide constituída de miúdos, miolos, vísceras. Tudo bem amassadinho. Uma substancia pastosa de cor rosa-avermelhada. Que se foda também! Se o cara quer virar merda, deixe ele.

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    1. Mono, a gente tava com saudades! Pena que o textão é chato pra c*.

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    2. 13:20 Darwin always wins. Pena que às vezes demora quase seiscentas palavras.

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  4. Vai ser sua 4ª vez em “me chame pelo seu nome”.
    Ok. Não foi filmado em Milão, mas ali do lado, ainda na Lombardia. Tente não pensar no filme agora.

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  5. Ciao! Duomo, Castello Sforzesco, Galleria Vittorio Emanuele. E , che fortuna, ce anche programmazione da martedì al venerdì Alla Scala. Buon Lavoro e Divertimento .

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  6. When in Milan pensare only Prada darling!!!!

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  7. "My dear Mrs. Budd,

    In 1894 a friend of mine shipped as a deck hand on the Steamer Tacoma, Capt. John Davis. They sailed from San Francisco for Hong Kong China. On arriving there he and two others went ashore and got drunk. When they returned the boat was gone.

    At that time there was famine in China. Meat of any kind was from $1 to $3 a pound. So great was the suffering among the very poor that all children under 12 were sold for food in order to keep others from starving. A boy or girl under 14 was not safe in the street. You could go in any shop and ask for steak — chops — or stew meat. Part of the naked body of a boy or girl would be brought out and just what you wanted cut from it. A boy or girls behind which is the sweetest part of the body and sold as veal cutlet brought the highest price.

    John staid there so long he acquired a taste for human flesh. On his return to N.Y. he stole two boys one seven, one 11. Took them to his home stripped them naked tied them in a closet. Then burned everything they had on. Several times every day and night he spanked them — tortured them — to make their meat good and tender.

    First he killed the 11 year old boy, because he had the fattest ass and of course the most meat on it. Every part of his body was Cooked and eaten except the head — bones and guts. He was Roasted in the oven (all of his ass), boiled, broiled, fried and stewed. The little boy was next, went the same way. At that time, I was living at 409 E 100 st., near — right side. He told me so often how good Human flesh was I made up my mind to taste it.

    On Sunday June the 3rd 1928 I called on you at 406 W 15 St. Brought you pot cheese — strawberries. We had lunch. Grace sat in my lap and kissed me. I made up my mind to eat her.

    On the pretense of taking her to a party. You said Yes she could go. I took her to an empty house in Westchester I had already picked out. When we got there, I told her to remain outside. She picked wildflowers. I went upstairs and stripped all my clothes off. I knew if I did not I would get her blood on them.

    When all was ready I went to the window and called her. Then I hid in a closet until she was in the room. When she saw me all naked she began to cry and tried to run down the stairs. I grabbed her and she said she would tell her mamma.

    First I stripped her naked. How she did kick — bite and scratch. I choked her to death, then cut her in small pieces so I could take my meat to my rooms. Cook and eat it. How sweet and tender her little ass was roasted in the oven. It took me nine days to eat her entire body. I did not fuck her though I could of had I wished. She died a virgin."

    Albert Fish

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