terça-feira, 23 de janeiro de 2018

NOTÍCIA PARA QUEM PRECISA


Steven Spielberg rodou “The Post” a toque de caixa, para que o filme ficasse a pronto não só de concorrer aos prêmios de 2017, como também para servir como libelo contra o governo Trump. Trata-se de um thriller onde os tiros de verdade só são disparados na sequência inicial, que se passa em plena guerra do Vietnã. No resto do tempo, é aquela adrenalina que jorra quando a imprensa peita os poderosos, um tema que nunca envelhece. “The Post - A Guerra Secreta” fala de uma episódio que aconteceu logo antes do escândalo Watergate, quando a Casa Branca de Nixon conseguiu uma ordem judicial para impedir o “New York Times” de publicar uma batelada de documentos que revelavam as mentiras que sucessivos presidentes contaram para justificar o envolvimento dos EUA no Sudeste Asiático. Com o rival emudecido, o “Washington Post” - até então visto mais como um jornal de expressão local, apesar de ser publicado na capital do país - teve a oportunidade de divulgar os arquivos. Mas será que deveria? Ainda mais no momento em que a empresa abria seu capital na bolsa de valores? Esse dilema ético é o cerne da trama, que tem na “publisher” Kay Graham sua verdadeira protagonista. Educada para ser mãe e esposa, ela se vê como a manda-chuva do “Post” depois do suicídio do marido, sem ter tido o menor preparo para a função. Meryl Streep, ótima como sempre, passa com clareza o processo de empoderamento da personagem, que além de tudo enfrentou o machismo escancarado do início dos anos 70. O resto do elenco, com Tom Hanks à frente, dá o show que se espera num filme de Spielberg. Tenso, inteligente e com alguns momentos de humor, “The Post” não é um filminho escapista, muito pelo contrário. Não vem conseguindo as indicações e prêmios que almejava, mas cumpre sua missão maior com galhardia. Na era das “fake news” divulgadas por WhatsApp, é sempre bom lembrar que a chamada “mídia manipuladora” ainda é o mais próximo que nós temos de uma espécie de guardiã da verdade.

26 comentários:

  1. A Globo, estabelecida pra apoiar o golpe de 64 não entra nesse critério.

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    1. A Globo, estabelecida pra apoiar o golpe de 2016 não entra nesse critério.

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  2. Temos que tomar muito cuidado para que não morra essa mídia manipuladora que esconde que o Obama veio do Quênia, que inventa que o Trump é ligado aos Russos, que fala que Michael Jackson morreu e que participa do conluio da NASA para esconder que a Terra não é plana e que jamais estivemos na Lua...

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    1. Agora não sei se isso é uma ironia ou é comentário de um dos "defu" quem comenta por aqui!
      Nick

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    2. Oh Nickelodeon, e quando é que você sabe de alguma coisa?

      ...

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    3. 11:02 Esse seu comentário me confirma que essa mídia manipuladora ESCONDE que você veio de outro planeta.

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    4. 12:37 e 14:11 demonstram que alguns leitores do blogue são analfabetos funcionais. Não captar uma ironia tão clara e evidente, meio grosseira até, é algo MUITO grave.

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    5. Não personifico corporações de mídia. Não acho que elas sejam máfias e não acredito que grandes grupos corporativos formados muitas vezes por diversas pessoas bem diferentes umas das outras consigam manter um segredo escabroso a sete chaves. Em empresas familiares, isso é até um pouco mais plausível de acontecer. Mesmo assim, se uma delas consegue esconder algo, o concorrente mostra. Vide o caso do filme e o caso do filho do dona da RBS (afiliada da Globo) que foi acusado de estupro em 2010. Os jornais locais da RBS não falaram nada, mas os da Record deram capa e bastante destaque fazendo com que outros como a Folha também tratassem sobre o assunto.

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  3. Off- Topic: Sexual Harassment Panda - Atual...
    https://www.youtube.com/watch?v=OQnNH7I07RY

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  4. Chafurdou nas indicações, e a chatinha e privilegiada e aborrecida vitimista da Meryl de novo concorrendo.

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    1. Nem ela escapou do mau humor das bruacas do blog.

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    2. Tem sempre um idiota

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    3. Ué tem que todo mundo amar incondicionalmente a Meryl? Pois acho grande atriz e agora uma militante aproveitadora.

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  5. Morram comigo: descobri que minha mãe quer votar no Bozonaro. Daí tentei argumentar que há mil falcatruas dele no noticiário, e ela me respondeu que isso é só golpe da mídia que quer promover outro candidato. Devo pedir para voltar para o útero, ou simplesmente sair correndo?

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    1. Ta liberado o matricídio

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    2. 16:33 Começou fazendo o certo, comentar aqui, vai ver que ela não é a única maluca.

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    3. E ela deveria votar em quem? No ladrão?

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    4. 16:33 respeite SUA mãe, 16:33! Independente do voto dela (que é livre e vota em quem quiser, certo?), tenho certeza que ela é mais sábia, vivida e esperta que você. A propósito, tente não fazê-la chorar no banho.

      Quanto ao argumento, quem leu a matéria da Folha sobre a "mansão em Angra dos Reis de Bolsonaro" e viu o vídeo resposta do deputado, só consegue pensar, sim, em "golpe da mídia". A ansiedade de certos jornalistas precisa ser controlada o quanto antes, ou teremos o defensor de USTRA na presidência.

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    5. 18:57 são os mesmos jornalistas que berram indignados contra fake news e Trump

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  6. O Mio Babbino Caro
    Só na contenção!

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  7. Sim, a mídia "guardiã da verdade" que, no Brasil, transformou a última manifestação da sanha totalitária de Evo Morales em uma nota de rodapé. Felizmente a direita sul-americana (com ampla cooperação de brasileiros) pressionou e obrigou o índio cocaleiro a por o rabo entre as pernas.

    Ou seria essa mídia que inventou inúmeras inverdades já desmascaradas sobre Trump (and the Fake News winners are...), mas minimiza o memorando interno do Partido Democrata que recentemente caiu na rede?

    Se bem que nem me preocupo com o post corporativista do Tony, pois A MÍDIA MORREU: sua influência não passa de uma mínima fração daquela de vinte anos atrás; os "especialistas em política" oficiais não cansam de passar vergonha; a receita financeira dos jornais e revistas segue em queda meteórica; e isso tudo não tem volta!

    Auto-ilusão deste post me lembrou de um debate na USP, após a primeira manifestação contra o governo Dilma: três expoentes da esquerda (Vladimir Safatle, André Singer e Ruy Braga) deram seus "diagnósticos" sobre algo que os pegou de calças curtas e, obviamente, minimizaram a coisa toda e só falaram besteira. Foram incapazes de perceber a força daquilo que surgia diante de suas barbas. Só viam vultos, mas a arrogância os impediu de admitir a cegueira.

    Ainda existe uma saída: a mídia ocidental precisa se livrar da narrativa esquerdista e apostar de fato na isenção, mas, não, ela permanecerá de nariz em pé em um abraço de afogados.

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    1. Parabéns pela clareza em ver e expor a erva daninha que se transformou a esquerda que vários gays acham que nos representa.

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    2. 18:48 ah DeFuA...vc promete indigentes cracudos famílias e pilantras no seu bojo.
      Muito Whysk Importado.

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    3. 2.Cheiro forte de defu. Pior é que ele comenta e depois aprova seu comentário, legal, é uma nova forma de comentar ghrunhunn!!!
      Só não retirou os indigentes, cracudos e pilantras da cena.

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  8. 19:52 Brigaduuu

    20:27 (e 20:28) Percebo um toque de esquizofrenia paranoide em ti.

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