domingo, 19 de novembro de 2017

MEU AMIGO HINDU


Em meados do século passado, George Cukor era considerado um grande diretor de mulheres. Hoje em dia esta honra caberia a Stephen Frears, embora parte da imprensa não repare que a maioria de seus filmes tem protagonistas femininas. Frears já conduziu Judi Dench, Meryl Streep, Glenn Close, Michelle Pfeiffer e Helen Mirren a indicações ao Oscar. Esta última ganhou, e a primeira volta a trabalhar com ele pela terceira vez. Mas agora duvido que vá muito longe, porque a concorrência está acirrada este ano. E também porque o filme até se esforça, mas o tom amargo da segunda parte não consegue elevar a fofura da primeira. Dench encarna novamente a rainha Vitória, 20 anos depois de "Mrs. Brown". Naquele filme, a soberana, já viúva há mais de uma década, encetava um romance platônico com um humilde jardineiro escocês. Em "Victoria & Abdul - O Confidente da Rainha", às portas da morte, ela encasqueta com um funcionário público indiano escolhido apenas por causa de sua altura para entregar-lhe uma medalha comemorativa durante um banquete. Vitória se afeiçoa ao cara, que a trata sem muitas mesuras, e me fez lembrar de alguns casos da vida real que presenciei, em que pessoas idosas de repente cismavam com alguém novo, de fora da família. Essa paixonite logo incomoda o resto da Corte, ainda mais porque Abdul parece estar tirando vantagens ao manipular sutilmente a rainha. Tudo isto é agravado pelo fato dele ter pele escura e ser muçulmano, praticamente um bicho para a aristocracia britânica da época. Mesmo com uma boa dose de crítica social no desfecho, no entanto, "Victoria & Abdul" não passa de um entretenimento leve para senhoras idosas, que adorariam ter um servo indiano para chamar de seu.

14 comentários:

  1. Nossa! O que acontece nessa segunda parte? Porque pelo trailer o filme é uma fofurice só, e chega logo 08.12.17! Rs

    Tonico, mudando de assunto... rs Você já tomou conhecimento de um pequeno fenômeno que está acontecendo e neste ano foi insistentemente reportado por tv e jornais impressos sobre times gays de futebol que estão caminhando inclusive para campeonatos profissionais? Se é uma marola ou uma grande onda, não sei, mas que é bacana de se ver, ah, isso é!

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  2. A CDG Brasil tem feito um trabalho legal. Esse ano junto à Parada foi um sucesso.

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  3. Mas afinal é hindu ou muçulmano? O título do post não faz sentido.

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    1. 1)Abdul era chamado de hindu pela corte de Victoria, que nem desconfiava que ele fosse muçulmano. A própria rainha descobre isso tarde.

      2) O título do post faz referência ao último filme de Hector Babenco.

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    2. Tem que explicar tudo para essas crianças né Tony. Só não gostei de vc censurar meu coment

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    3. Nem sei qual foi seu comentário. Vocês todos se escondem atrás do anonimato.

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    4. 15h36 É que tem muito louco aqui. Pegam nosso contato, fazem ameaças, nos chantageiam,nos ofendem, um horror. Ninguém merece se submeter a isso tudo. Então criamos uma segunda pele, aonde quando açoitados pelos mais simples comentários, não doa nem soframos tanto tanto. Chega a ser uma covardia maior do que ser anônimo, tanto que a maioria absoluta, são de anônimos.

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    5. Não!
      Tim kkkkkkk

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  4. Em atriz em papel principal a briga pela indicação está acirradíssima. Judi deve ficar de fora, e praticamente caminha para ter só mesmo um único Oscar, por um tempo curtíssimo em cena, e um Oscar que mesmo sendo Judi, havia outra atriz no páreo com ela que pelo tempo maior em cena, que propiciou elevar sua performance, deveria ter levado a estatueta pra casa em 1999. Mas Oscar é Oscar, enfim. Lamento que Judi só fique com aquela estatueta por Shakespeare Apaixonado, mas quantas excelentes atrizes nem Oscar tem né, Glenn Close está aí pra provar isso. Acho que aquela performance de Dench por Philomena estava bárbara e ela poderia ter abocanhado o Oscar, mas fatores diversos fizeram com que Cate levasse o Oscar. Dench é o caso de atriz que sempre que indicada concorreu em anos difíceis com concorrentes que por circunstanciais não-cinematográficas levaram a estatueta. Faltou boa dose de sorte pra Dench levar outro Oscar. Ela me lembra Peter O'toole, que igualmente como Judi sempre foi indicado em situações nada favoráveis a ele. Coisas de Oscar, que é mais marketing que arte.

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  5. Adoro Judi. Vai dar Frances McDormand.

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  6. Somente as barrocas coloniais = bixa velha paradas no tempo, ainda tem saco pra esses temas de monarquias! Nada in colegas!

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  7. 02;34 Tony vc que tbm já não é tão novinho, o que acha desse pessoal tão mal resolvido com os mais velhos?

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    1. Na minha experiência pessoal, o que eu vejo são novinhos que CURTEM mais velhos. De vez em quando eu levo umas cantadas, faz muito bem para o ego.

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