sábado, 25 de novembro de 2017

DEU VONTADE DE VAZAR


Juro que eu não entendi o que alguns negros viram de tão ofensivo em "Vazante". O primeiro longa de Daniela Thomas como diretora-solo se passa em uma fazenda em Minas Gerais no século 18, e é claro que aparecem escravos. Eles têm poucas falas? Ninguém tem, nem os brancos. Não são os protagonistas da trama? Não há bem protagonista, apesar da câmera passar mais tempo na casa-grande do que na senzala (e de certa maneira, o protagonista do filme é o próprio Brasil, que nasce com todas as dores possíveis). OK, não sou negro nem nunca vou ser, mas o que é que os reclamões preferiam que a diretora mostrasse? Uma rebelião, com os senhores sendo mortos e a fundação de um quilombo socialista? Outra coisa que eu não entendi - além de vários diálogos ininteligíveis - foi porque "Vazante" vem recebendo críticas tão boas. Os atores estão bem, a reconstituição de época é um primor, a fotografia em preto-e-branco impressiona. Mas a narrativa não podia ser mais tediosa, só ganhando ritmo no fim. Precisei me controlar para não ir embora. Ao contrário do que seu título sugere, "Vazante" é um filme que enche.

9 comentários:

  1. Tony vc ja assistiu a um filme chamado EL MAR do diretor espanhol Agustí Villaronga? Gostaria da sua opiniao! ABRACOS

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não, não vi! Nem sabia desse filme. Vou procurar.

      Excluir
  2. Hahahahahaha
    Ela está mais politicamente incorreta do q nunca
    Adorooooo

    ResponderExcluir
  3. Você me fez lembrar de "12 anos de escravidão". Negros disseram que o filme era um horror por mostrar fortes cenas de violência. Um dito crítico chegou a dizer que o filme era um lixo. Só que assim, as cenas que "12 anos" mostrou de violência foram tão fracas (desculpe a palavra). Fracas porque a escravidão foi de uma virulência incomensurável, e que o vimos na tela não chegou sequer a triscar na real violência escravocrata. Se a produção de "12 anos" não tivesse encenado nenhuma chibata sequer, esses mesmos críticos negros teriam dito que o filme glamorizava a escravidão por não mostrar nas telas a verdadeira opressão do regime escravocrata. Vá entender essas pessoas. No entanto ao menos podemos pegar um fio que pode nos conduzir para que compreendamos porque negros reagem de formas equivocadas em determinadas situações do ativismo. O problema é que a causa é levada ao nível metafísico, os ativistas se veem e creem que são deuses, se tornam cegos, e pronto, se fecham para o debate, e começam a enxergar o mundo com suas lentes limitadas, e resvalam para aquilo que eles tanto querem combater, a ignorância. É o que tenho visto bastante, infelizmente, seja no movimento negro, seja no feminismo, seja no movimento LGBTQ. As vozes lúcidas dentro desses movimentos são escassas, e estas poucas são silenciadas pela guerrilha da 'pureza moral'.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 14:54 Casa comigo! Quanta lucidez, meu deus! Não deixe eles te calarem porque o radicalismo, a insanidade e o mais nojento oportunismo estão dominando a retórica dessa gente.

      Excluir
  4. 14:54 E está decretado!

    ResponderExcluir
  5. As opiniões de vocês sobre este filme não interessam. Estou aguardando ansiosamente pela opinião da nossa excelentíssima vereadoUra FERNANDA BORDERLINE.

    ResponderExcluir
  6. Sim, Tony! Vc nunca vai entender simplesmente pq NÃO é negro e isso não é mimimi. Se a discussão é com as gay aí vc entende, né? Pois é... Não fale sobre aquilo que vc não sente na pele, vc é um privilegiado e esse filme é chato pra caralho e vem numa época onde o debate sobre Racismo é na ordem do dia.

    ResponderExcluir