segunda-feira, 27 de novembro de 2017

COISA DE PRETO E DE GAY

Como que negros e LGBTs podem unir forças e combater o inimigo comum? Sim, porque quem é racista também costuma ser homofóbico, e vice-versa. Para começar, os dois grupos precisam se unir internamente, sem cobranças idiotas em cima de quem não usou o vernáculo correto da semana e sem assustar os aliados potenciais. Nenhuma minoria jamais conquistou coisa alguma sozinha, pelo singelo fato de que são minorias (políticas, ainda que não numéricas). Precisamos de toda ajuda que conseguirmos, mas não é o que muitos militantes vêm fazendo. Isto é um teaser do que eu pretendo dizer durante o debate Conciliação Cultural LGBTQ+Negra, que eu fui convidado a mediar. O evento acontece nesta quinta-feira, dia 30/11, em São Paulo, num horário impraticável para muita gente: das 15 às 18h, no Teatro Sérgio Cardoso, com entrada franca. Quem não puder ir não precisa se afligir: o debate vai ser gravado e talvez transmitido pela internet. Também está sendo negociada uma exibição pela TV Cultura. A conversa/quebra-pau envolverá também a cantora e apresentadora Mel Gonçalves, o cantor e ativista Caio Prado, o jornalista André Fischer, a blogueira Jéssica Hipólito e os rappers Rico Dalasam e MC Dellacroix (este último fará um show logo depois). Mais informações aqui, na página do debate no Facebook.

32 comentários:

  1. LGBTs e negros têm pouco em comum além da discriminação que sofrem. E essa discriminação acontece por razões muito distintas. A união desses grupos vai resultar numa falta absoluta de foco e vai alienar as populações afetadas com propostas equivocada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi? Isto quer dizer que um negro gay é uma pessoa em eterno conflito interior?

      Negros e gays são vítimas da mesma sociedade patriarcal e conservadora. E, como eu disse no post, quem é racista também costuma ser homofóbico, e vice-versa. O inimigo é um só. Vamos combatê-lo juntos.

      Excluir
    2. Homofobia e racismo, ambos têm sua gênese na mudança do status quo, na perda da zona de conforto das classes dominantes. Então têm mais em comum sim do que muita gente acha.
      Tony, vistes este caso com o Fabio Assunção?
      http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/fabio-assuncao-e-excluido-de-grupo-de-whatsapp-de-artistas-negros-e-manda-textao.html

      Excluir
    3. Vi. Achei que há exageros de ambos os lados.

      Excluir
    4. 19:59 Elegância e bom senso costuma evitar uma série de consttangimentos.

      Excluir
    5. Entendo seu entusiamo, Tony, mas ainda acho que vai diluir o foco, tanto para LGBTs como para os negros. Não disse que o LGBT negro é uma pessoa em cobflito, mas é só uma parte do universo representado. Usando sua analogia, podemos dizer que o gay branco e o negro evangélico vão se sentir alienados com essa união tão heterogênea. O próprio movimento LGBT sofre disso devido a diversidade que representa.

      Excluir
    6. Mas é exatamente este o objetivo do debate, a meu ver: mostrar para essas pessoas todas que elas têm muito mais a ganhar se estiverem juntas.

      Excluir
  2. Vemos muitos (senão todos) gays brancos de classe média melhorzinha enchendo a boca com discurso de racismo e quando tu vai ver, zero amigos negros, zero namorados negros, mas fetiche total pra aquele sexo anônimo na Chilli com o negão dotado ativo.
    Estamos de olho!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Perfeito, Anônimo, isso mesmo.
      Mas, o fato de que há gays homofóbicos e negros racistas(e negros homofóbicos e gays racistas) só demonstra como esse problema cultural está tão arraigado, mas tão entranhado na gente, que nem quem sofre na pele com ele consegue se livrar de práticas discriminatórias contra outros iguais.
      Ou seja, o problema é muito, muito mais profundo do que parece, e muitos gays e negros são uma prova disso.
      adorei o Teaser, Tony. Vai ser um sucesso!
      E que cada um aprenda a cuidar da própria vida sem se sentir desafiado ou afrontado ou ameaçado pela vida privada alheia.

      Excluir
    2. 09:58 Resumindo, o mau-caráter por excelência. Você encontra por aqui.

      Excluir
    3. O problema do movimento negro é justamente esse: quando se quer aliar, o movimento negro fala que estão tomando o lugar, que estão sendo hipócritas. E vamos parar de binarizar, porque boa parte dos "brancos" dos quais tu tá falando nem brancos são. Menos.

      Excluir
    4. 13:02 A doída querendo aliviar o lado dela. Cancela o debate e vamos parar de binalizar. Só rindo de mau-caráter mesmo.

      Excluir
    5. 18.03 - traz argumentos em vez de ataques pessoais.

      Excluir
  3. Brunão sempre sensato e humano.

    ResponderExcluir
  4. E claro, há a homofobia/ lgbtfobia generalizada entre a população negra, e o racismo dos LGBTs. É como nas festinhas e encontros de ambos lados há piadas de viado e piadas de preto. Lembro da entrevista com o Criolo quando o Clemente Nascimento tentou cravar um deboche sobre o Ney Matogrosso ou em shows de drag queen que fazem piadas com a cor do público. Um horror, um horror!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tenho a impressão que em suas festinhas só há viados brancos pois em um momento vc esqueceu de viados preto.

      Excluir
  5. O Mio Babbino Caro
    Mas houve um tempo, lá no início do movimento, que não foi assim. Vide o Jornal Lampião que era um veículo competentemente de "minorias" capitaneado por gays de todas as cores, Adão Costa, Darcy Penteado, Agnaldo Silva, João Silvério Trevisan e outros, além de colaboradores como Lecy Brandão e Emílio Santiago. O Oficina neste periodo sempre foi território de Negros e Gays, porém após relativo sucesso em suas lutas, houve por bem, retomarem os velhos hábitos Brasil e tudo voltou ao seu lugar de sempre...evoluindo e atingindo este estado bipolar e rançoso ao qual chegamos. Vamos lá recomeçar embora isso cause urticária em alguns, como já se demonstra.

    ResponderExcluir
  6. Respostas
    1. "interseccionalidade"...

      Eis a novilíngua da distopia de George Orwell, ao vivo e a cores. O hiperautoritarismo de certos grupelhos beira a psicopatia.

      Excluir
    2. Eis a direita populista brasileira, que acha que tudo que não se compatibiliza com ela corresponde a uma "esquerdopatia". Mais liberalismo, menos Bolsonaro:

      Excluir
    3. Mais um esquerdista disfarçado de "liberal" ataca movamente. Por isso que Bolsonaro só cresce: não há alternativa real.

      Excluir
    4. Mais um asno disfarçado de direitista. Vai pastar, asno, xô daqui. Passa, eia, sus.

      Excluir
  7. Tony teve oportunidade de ler a entrevista com Susan Sarandon falando que as esquerda desejou que ela fosse estuprada por não votar na Hilary e também falando o que acha das acusações de assédio pelas atrizes?
    Fiquei encantado com ela e a coragem de ser uma voz dissonante.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Às vezes a voz é dissonante simplesmente porque está errada mesmo.

      Excluir
    2. Às vezes, não. O que acho ser o caso dela. Beijos na sua mágoa de cabocla.

      Excluir
    3. Não, ainda não li. Mas já adianto: muitas vezes, acho a Sarandon radical demais.

      Excluir
    4. Susan Sarandon??? Quem anda ultra-radical, depois que começou a flertar com a extrema-esquerda, é o senhor, Tony Goes. O mais chocante é que você sequer está se dando conta do quanto se distanciou da realidade, assumindo essa narrativa da lacração.

      Paciência, errar faz parte do jogo da vida.

      Excluir
    5. Eu, de extrema-esquerda??

      Pppppffffffffffffffff

      Excluir
    6. 00:02 Você está respondendo a quem?

      Excluir
    7. Brasil é tão atrasado, que tem gente que acha que falar de igualdade é coisa da esquerda...

      Êta populismo de direita crescendo...

      Excluir
  8. Aff... Lendo os comentários fico achando que seu blog faz bastante sucesso no hospício. Tem gente delirando de todas as formas!

    ResponderExcluir