domingo, 5 de novembro de 2017

CATE-ORZE BLANCHETT


O que é arte? O que é política? Quem é a maior atriz do mundo? Para as duas primeiras perguntas, "Manifesto" oferece múltiplas respostas. Para a terceira, uma só: Cate Blanchett. O filme surgiu como uma instalação em museus, composta por doze vídeos onde Cate proclama os fundamentos de movimentos artísticos como o surrealismo, o situacionismo, o futurismo, o dada e até mesmo o Dogma 95. Em cada um deles, ela aparece como um personagem diferente: uma âncora de telejornal, uma mãe de família conservadora, uma professora do primário, um morador de rua, uma coreógrafa com sotaque eslavo e por aí vai. O trabalho de visagismo é impressionante, mas quem faz acreditar que estamos vendo treze pessoas distintas é Cate Blanchett, num tour de force tão arrasador que quase ofusca o que está sendo dito. Juntem-se essas figuras à própria atriz e teremos um poliedro com catorze faces, praticamente um movimento artístico independente: o blanchettismo. "Manifesto" é um longa experimental, sem arco dramático e toda a chance de afugentar o espectador comum. Mas é justamente ele quem deveria assistir, para ter um contato mínimo com diferentes conceitos de arte antes de sair falando merda e querendo fechar exposições que ele nem viu.

7 comentários:

  1. Bha! Me lembrei do seriado United States of Tara que está na minha gigantesca lista "for washing as soon as possible" já a um bom tempo!

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  2. ok vamos assistir pq é cate blanchett 1.) falar desta exposição já deu né? 2.) reafirmando, assistirei pq é cate blanchett, a bette davis do século 21 - todos os ismos - inclusive os proselitismos idealógicos, estamos nos abstendo, viu?

    amiga 11 e 24, gata é watching! washing vai ficar complicado, viu?
    e é há um bom tempo - o verbo haver exige a letra h - tá bom, linda? beijos de trevas pq de luz já tem muita gente distribuindo por aqui.

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    1. Obrigado Nazista da gramática que leva ao site IndieWire. O erro de inglês foi um typo. Já o de português foi burrice mesmo, hahahahaha!

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  3. Naquele tempo ela só conseguiu passar no vestibular para cursar "letras", fazer o que, agora a bacharel vai passar o resto da vida...cansei normalistas. Pfv mais conteúdo e menAaas embalagem, hahahaha

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    1. Analfabetismo funcional é mas!!!!

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