sexta-feira, 17 de novembro de 2017

AGORA AGORA AGORA


Achei que "No Intenso Agora" ficou aquém do que prometia. O novo documentário de João Moreira Salles tem uma premissa ambiciosa: a influência dos acontecimentos históricos na vida privada e vice-versa. E o recorte no tempo foca na segunda metade dos anos 60, um período cheio de convulsões pelo planeta afora. A China era tragada pela Revolução Cultural, os tanques soviéticos acabavam com a Primavera de Praga, os estudantes faziam barricadas em Paris e a ditadura militar se consolidava no Brasil. O diretor mistura arquivos jornalísticos e filmes caseiros, principalmente os Super-8 que sua mãe rodou durante uma viagem à China. E mostra como tanta indignação e tanta utopia reverteram em poucas mudanças no cotidiano imediato das pessoas. Também fala muito em suicídio e em jovens que morreram cedo, além de ressaltar a felicidade aparente da mãe, Elisinha, nas imagens mais antigas. Mas acaba sonegando ao espectador um dado importante: o suicídio de Elisinha, em 1988. É mais do que compreensível que ele relute em tocar em um assunto tão delicado. Só que essa relutância deixou "No Intenso Agora" com o pé quebrado, sem uma conclusão clara. Tanto que, ao se aproximar do final, o filme começa a andar em círculos, reprisando os mesmos frames do périplo chinês e desviando para a poesia de Mao Tsé-Tung. Com uma meia hora a menos e um foco mais ajustado, "No Intenso Agora" seria muito mais intenso.

10 comentários:

  1. Uma coisa que não entendo é essa narração em off dele, uma voz ruim, desanimada, modorrenta. Acho péssimo ele insistir nisso, já que ele mesmo é uma pessoa apagada e sonolenta.

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    1. A voz dele é bonitinha
      Qse jovial
      Mas dá um sonoooo

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  2. Na segunda metade dos anos 60, aliás na mesma época, em 67, acontecia também o Summer of Love, na California...

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  3. Again... quem é esse diretor? que importância tem a mãe dele?, é sobre viagens ou anos 60? como vcs brazucas estao meio que idiotas!!!!

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    1. Bee tirando Tony e Bial ninguém dá menor bola pra esse rico que se acha artista e só faz filme porque é bilionário dono de banco.

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    2. 08:40 super obrigado!!! Saquei o tipo e as tietes...aquelas coisas do brasil colonial ne...
      Será que ele sendo milionário ele quer casar com eu?

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  4. Além da mãe do diretor, são muito importantes também seu pai, seu irmão, seu mordomo, sua revista e seu instituto, todos confortavelmente sentados em seu banquinho.

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    1. Ele deveria casar com eu, com comunhao de bens, obvio!!!
      Adoro viagens e principalmente bancos!!!

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  5. um classico da repetição da tonya: falar q o filme com 30 min menos seria boa...

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  6. A morte da mãe parece ser assunto tabu para os irmãos Salles. Quem o menciona, mesmo que en passant, pode ser vítima de ira santa.

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