terça-feira, 3 de outubro de 2017

VIENS, MALIKAAA

De vez em quando, mais ou menos a cada três anos, surge um espetáculo teatral que me deixa plenamente satisfeito. O de 2017 é "O Som e a Sílaba", que entra em cartaz em SP na próxima sexta-feira (ontem eu fui à pré-estreia). Gostei de tudo: texto, direção, cenário, luz, atrizes, música. E que música - simplesmente algumas das árias mais lindas da história da ópera. Eu já sabia que Alessandra Maestrini cantava bem, mas que era soprano absoluta?? Ela e sua professora de canto Mirna Rubim encarnam aqui também uma dupla de aluna e mestra, mas com um obstáculo a mais. Sarah Leighton, a personagem de Alessandra, é portadora da síndrome de Asperger, um distúrbio dentro do espectro do autismo. Contando assim parece que "O Som e a Sílaba" é só uma historinha piegas de superação, o que eu detesto. É muito mais do que isso: é uma comédia com tiradas de rachar de rir (não fosse o autor Miguel Falabella, também diretor), um drama comovente numa montagem digna da Broadway e um recital lírico, tudo numa noite só. Vai, Malika, larga essas lianas em flor e corre para o teatro.

13 comentários:

  1. Tony, me ajuda ! Não suporto esse Falabella, acho que é uma cria da Globo, parece que só funciona no Rio de Janeiro e faz sempre a mesma coisa (ruim), sempre tenho a impressão de estar vendo o Caco Antibes. Me interessei muito pelo seu texto, mas rachar de rir com algo do Falabella já me dá algum calafrio. Será que consigo exorcizar este capeta preconceituoso que encostou aqui?

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    1. Falabella é simplesmente o maior talento do teatro brasileiro contemporâneo. É um enorme ator, autor, diretor e agitador cultural. Você parece que o confunde com Caco Antibes - e não, ele não faz sempre o mesmo personagem. Basta conferir o Ruço de “Pé na Cova”, o oposto do Caco. Recomendo que você vá ver “O Som e a Silaba”, aposto que vai gostar.

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    2. Lembro quando fui ver Louro, Alto, Solteiro, Procura e devo ter sido o único que não ri nenhuma vez. Mas acho inegável o talento dele, além de ser prolifico. Pena que não assume seus romances gays, já deveria ter perdido a vergonha de ser viado faz tempo.

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    3. Falabella é um gênio.

      Sem mais,
      T.F.

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  2. Cara, vou na sua então, obrigado pela dica. Assumo minha visão rasa neste caso. !

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  3. Puxa, vejam só o anônimo das 11:57: não gosta do Miguel Falabella, então tinha um preconceito contra a peça, mas apresentou sua opinião de forma gentil e educada, recebeu uma resposta legal do Tony, e então decidiu experimentar algo que, em princípio, vai contra a sua percepção original.

    Tudo na boa, sem xingar, nem agredir. Bastante diferente do que se tornou o mundo digital, os facebooks e áreas de comentários, em que todo mundo já chega chutando ou escreve pingando ironia mordaz. Eis aí um belo exemplo do que poderia hoje ser o mundo digital se não fosse a selvageria histérica que tomou conta de todos quando se sentam atrás de uma tela.

    Parabéns aos envolvidos. Aos outros anônimos do blog, um exemplo de como bons modos à mesa e ao teclado não fazem mal a ninguém.

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    1. Isso se chama discussão entre pessoas civilizadas não entre brutamontes ignorantes...

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  4. O Mio Babbino Caro
    Também vou procurar vencer meu preconceito para com Falabella e ir ver este espetáculo, e espero me surpreender com o repertório maravilhosa das Árias de Óperas, selecionadas.

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  5. Já tinha comprado,pelo q tinha lido e visto. Acho q vou adorar tb. Grazie.

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  6. Já tinha visto a Alessandra soltando a voz em duas peças. Ela realmente arrasa.

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  7. Já fiz aula com a Mirna. Super bem humorada e desbocada. Sentar pra beber umas com ela é garantia de uma tarde divertida.

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  8. alessandra maestrini sucks - ficou na bozena mesmo e olhe lá.

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  9. Tudo que a Maestrini tem de chatice ela tem de talento.

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