domingo, 22 de outubro de 2017

OLIVEIRA PRETE PARA PRESIDENTE


Imagine uma mistura ideal de FHC e Lula. Um presidente brasileiro respeitado e temido por seus pares, e apontado como um dos cinco homens mais influentes do mundo. Preocupado em acabar com a desigualdade e em liderar a América Latina. Como se não bastasse, o cara ainda fala um espanhol perfeito. Sim, ele existe, mas só no filme argentino "A Cordilheira", em exibição na Mostra de SP. O fictício Oliveira Prete (interpretado por Leonardo Franco) é o peso-pesado de uma reunião de cúpula realizada no Valle Nevado, no Chile. Mas o protagonista do longa é o presidente da Argentina - Ricardo Darín, lógico. Um "homem do povo" (assim dizia sua campanha) eleito sem muita aptidão para o cargo, mais preocupado com a filha problemática do que em fortalecer a matriz energética da região. "A Cordilheira" tampouco se decide: não sabe se é um trhiller político ou um drama familiar, e não satisfaz nenhum dos dois gêneros. Quando uma de suas vertentes parece que está engrenando, o diretor Santiago Mitre muda para a outra, desperdiçando o interesse do espectador. E pensar que ele teve quase todas as condições para realizar um filmaço: uma boa ideia original, uma locação fabulosa, um elenco cheio de nomes internacionais. Faltou roteiro. E sobrou, no final, um candidato perfeito para disputar o Planalto em 2018. Só que não.

5 comentários:

  1. Se já temos um presidente libanês e quase tivemos um chileno, então porque não um porteño?

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  2. a sua tá maratonando a mostra mesmo, viu, viado?

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  3. O Mio Babbino Caro
    Deus ao Brasil deu...mas ao lado dele a Argentina.

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  4. Por que esse filme longa teve a audácia de dar um nome fictício ao presidente do Brasil? Que pena! Esse filme tinha tudo pra nos surpreender, mas não foi bem assim!

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    1. Hã, porque TODOS os presidentes retratados no filme são fictícios?

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