sexta-feira, 6 de outubro de 2017

ANDRÓIDES SONHAM COM BEBÊS ELÉTRICOS?


O primeiro "Blade Runner" foi um fenômeno da era do home video. Fracassou nas bilheterias americanas em 1982, mas virou cult assim que foi lançado em VHS e hoje é reverenciado como um clássico. Muito se falou numa continuação ao longo desses 35 anos, mas só agora ela se concretizou. "Blade Runner 2049" é um digno sucessor, com tomadas espetaculares e um som de arrebentar (eu vi numa tela IMAX). Só não é tão bom quanto o primeiro; quem sabe, daqui a alguns anos, eu mude de ideia? O curioso é que essa versão "canadense" (o diretor Denis  Villeneuve e o astro Ryan Gosling vieram de lá) corrobora uma minhoca que nasceu na minha cabeça. Um tema recorrente do entretenimento atual são os andróides com inteligência artificial. Eles aparecem em séries como "Westworld" e filmes como "Ex-Machina", sempre questionando seus criadores e a si mesmos. No entanto, não um problema muito comum: na minha família, por exemplo, só tivemos um caso de um tio-robô, e ele já foi neutralizado. Por que, então, esta obsessão com o assunto? Afinal ainda não chegamos ao ponto de termos replicantes enchendo o saco. Na verdade, acho que essas atualizações de Pinóquio não são parábolas admoestando o homem a não querer emular Deus e criar vida onde não haveria (isto "Frankenstein" já faz), mas metáforas sobre filhos. Eles nunca saem como os pais gostariam, e muitos se rebelam. E adivinha do que se trata "Blade Runner 2049"? Pois é, alguns replicantes podem engravidar. Mais não vou dizer, porque o roteiro é tido como cheio de surpresas (embora não para mim). De qualquer forma, é de encher olhos e ouvidos. Tem dias em que a gente precisa desse bombardeio sensorial.

7 comentários:

  1. Respostas
    1. Hahaha, confundi com o corredor de Fórmula 1.

      Obrigado, já corrigi.

      Excluir
  2. Tony,
    A Alexa da Amazon já faz parte da família. Mesmo a Amazon brasileira não oferecendo suporte ainda. Do acender ao apagar de luzes, das lembranças de compras, das notícias que interessam à cada voz que a ativa, até no auxílio se minha gravata e camisa combinam (a torre principal chama-se "Echo" e as visuas "Echo Look"). Não é uma ginoide, apenas A.I, mas já nos viciou.
    Ah... Fazer a composition de "Do robots dream with eletrical sheeps?" conta pontos suplementares no C.P.E de Cambridge até hoje.

    ResponderExcluir
  3. Acelera muito esse diretor kkkk

    ResponderExcluir
  4. vc gostou do roteiro? achei q tem algumas pontas soltas, n conclusivas ou n mt claras. o q vc achou q nomundo de 2049 n se vê nada da cultura árabe ou islâmica, só japonesa? será q foi p evitar treta?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Normalmente em cenarios com temática cyberpunk sempre colocam
      japão ou china como uma grande potencia que dominou o mundo através das corporações...shadowrun, ghost in the shell e o primeiro blade runner já traziam esta ideia

      Excluir
  5. "No entanto, não um problema muito comum: na minha família, por exemplo, só tivemos um caso de um tio-robô, e ele já foi neutralizado."
    Não entendi essa parte.

    ResponderExcluir