sábado, 9 de setembro de 2017

A FAGULHA DURADOURA


Faz 43 anos que eu sou fã do Sparks. Nenhuma outra banda me consumiu tanto amor por tanto tempo - nem mesmo o Queen, meu favorito de todos os tempos, a quem eu fui conhecer só alguns meses depois dos irmãos Mael entrarem no meu coração. Hoje eles são oficialmente idosos. Ron está com 72 anos, Russell com 69. Mas ninguém diria isso ao ouvir "Hippopotamus", o 25o. álbum da dupla. Não se trata de um disco temático: não é todo eletrônico (como o inovador "No. 1 in Heaven", de 1979), não é orquestral (como "Lil' Beethoven", de 2002), não é uma colaboração com outra banda (como "FFS", gravado com o Franz Ferdinand em 2015). É, na verdade, Sparks em estado puro. Ron e Russell cometendo pérolas pop com as letras mais irônicas do mundo e melodias complicadas, porém estranhamente grudentas. O mais incrível é que, depois de quase meio século de carreira, o Sparks segue atual. Não tem nem mesmo aquele ranço dos Rolling Stones, que fazem o mesmo rock'n'roll desde sempre. O Sparks soa moderno, contemporâneo, até mesmo avançado para os dias que correm. Talvez porque não seja um estouro de vendagem. Não sofre pressão de gravadoras para se repetir nem fica preso a uma fórmula que deu certo. Mas os títulos absurdos de canções são uma constante: em "Hippopotamus" tem até uma chamada "Tell Me Mrs. Lincoln Aside from That How Was the Play". É reconfortante ter uma banda contribuindo para a trilha sonora da minha vida desde que eu tinha 13 anos.

6 comentários:

  1. OFF:

    Foi um feministicídio? Qual a nomenclatura correta segundo a esquerda abilolada?

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/09/1917118-adolescente-de-17-anos-e-morta-a-socos-e-chutes-por-grupo-de-mulheres-em-sp.shtml

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    1. Quando esquerda direita vira obsessão e o viado mesmo fica de fora....

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    2. Ok!
      Bastou um grupo de alopradas se manifestarem, para que toda luta contra a opressão sobre a mulher fosse questionada.

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  2. Beat the clock, you gotta beat the clock...

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