quarta-feira, 30 de agosto de 2017

#MEU MOTORISTA ABUSADOR

Aconteceu outra vez. Bastou uma mulher articulada se manifestar - no caso, a escritora Clara Averbuck - para dezenas, centenas de outras virem a público com casos parecidos. O tema da hora são os abusos que elas sofrem nas mãos de motoristas de transporte público, geralmente em situações em que estão sozinhas ou indefesas. Mas nem sempre: ontem mesmo teve um sujeito que ejaculou em cima de uma menina dentro de um ônibus em plena Av. Paulista. Felizmente, a garota deu o alarme, o busão fechou as portas e o tarado foi preso. O episódio ilustra como esse tipo de assédio é comum, cotidiano. Como no hashtag Primeiro Assédio, também tenho a sensação de que todas, sem exceção, passaram pelo menos uma vez por violência semelhante. Clara Averbuck foi corajosa em se expor na internet (e atrair para si milhares de comentários agressivos, de "só quer aparecer" para baixo). Mas ainda estou na dúvida se ela fez bem em não denunciar seu agressor à polícia. Entendo que Clara tenha medo - afinal, o cara sabe onde ela mora, e já perdeu o emprego no Uber. No entanto, continuando solto por aí, é quase certo que ele vá cometer mais crimes.

(Mande a sua história para esta página do Facebook)

39 comentários:

  1. A parte estranha foi ela nāo ter denunciado. Segundo a escritora, o objetivo seria não se expor ao processo, mas ela já se expôs diante do Brasil inteiro, poxa vida! Não vou dizer que é caso, mas não podemos esquecer que, segundo dados do FBI, 9% das denúncias de estupro são falsas - https://leb.fbi.gov/2012/september/false-allegations-of-adult-crimes -. Outras tantas só sāo desmascaradas após passados vários anos. O problema é que, nesses casos, a vida do acusado já sofreu um baque violento e irreversível.

    Há poucos dias, por exemplo, uma feminista inglesa foi condenada por 15 falsas acusações de estupro - http://www.dailymail.co.uk/news/article-4671800/Woman-guilty-falsely-accusing-15-men-rape.html

    O estupro é um horror e deve ser exemplarmente punido. Não quero que minha mãe, irmã, sobrinha ou amiga passem por isso. Mas também não quero ver um sobrinho, primo ou amigo serem vitimas de uma falsa acusação tão séria quanto essa. O devido processo legal é FUNDAMENTAL em um crime tão grave, principalmente em um momento que ideologias feministas de caráter extremista estão ganhando mais e mais espaço.

    P.S.: A armação da ex-AMANTE do Zé Mayer é outro bom exemplo disso, não?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Até sobre um tema desse a DeFu...dida, deixa exalar seu odor.

      Excluir
    2. 16:36 Ainda depressiva com vista do Minhocão pela janela da quitinete, querida?

      Excluir
    3. 15:38 Há autores que defendem até 60% de acusações falsas. Hoje na Av Paulista uma feminista acusou e constrageu um senhor de idade que sentou ao lado dela no ônibus e colocou o paletó no colo, cobrindo o pênis opressor. Ele não tocou na bonita, mas ela chamou a polícia e destilou sua misandria no SPTV. Felizmente o delegado percebeu a histeria (motivada pelo abuso real de ontem) e liberou o coitado

      Excluir
  2. O título é irônico. Mas tb não entendi tanto mimimi se ela não quer denunciar o motorista que a abusou. Parece mesmo que só tá querendo uma mídia básica pra vender uns livros. Tem que denunciar o agressor, gata! Bota esse estuprador na cadeia!

    ResponderExcluir
  3. Se era mídia que essa tal de Clara Averbuck (que escreve pessimamente mal) queria, ela definitivamente conseguiu. Já denunciar o motorista que é bom, nada, né? Então tá!

    ResponderExcluir
  4. É que no tribunal da internet não da treta fazer acusação sem provas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O pior é um motorista perder o trabalho por causa de uma bébada que acusa sem provas.

      Excluir
  5. Comentaristas do Tony demonstrando como a misoginia é forte entre os gays...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 18:24 estamos de olho nessa sua homofobia.

      Excluir
    2. Às vezes nem quero acreditar que são gays mesmo. Gay misógino e conservador? Tá difícil...

      Excluir
    3. Aproveita que acordou do sonho, Wilton, e descubra um mundo muito maior, mais diverso, incoerente, fora de formatos pré-definidos e, por isso tudo, interessantíssimo!

      Excluir
  6. Acho que precisamos discutir o papel da pornografia nisso tudo. Não sou pró-proibicionismo, mas é o que ela incentiva todos os dias. Não há mais o enredo glamouroso do pornô de antigamente, mas sim situações assim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gata, eu sou do tempo que nem existia internet e pornografia era apenas revista importada caríssima e os casos de abuso em ônibus eram alarmantes, apenas ninguém dava menor bola. Culpar pornografia é como botar a culpa no capacete pros assaltos em que não se identifica o ladrão.

      Excluir
    2. ja estudaram seriamente o assunto:

      "A 10 percent increase in Net access yields about a 7.3 percent decrease in reported rapes. "

      http://www.slate.com/articles/arts/everyday_economics/2006/10/how_the_web_prevents_rape.html

      Excluir
    3. Isso tem sido seriamente estudado. Não estamos falando de pornografia anos 80, mas sim de pornografia facilmente acessada, com tonalidades de tortura e que propõe o estilo "gonzo" (palavra surgida nos anos 70 no âmbito do jornalismo, que diz respeito à simulação da realidade, sem preocupação com fontes/fatos, e que acabou virando gênero pornográfico). Hoje qualquer moleque pega o celular altamente tecnológico dado pelos pais e vê cenas de mulheres levando três na bunda. Isso não existe, cara. Desculpa, mas pornografia tem um papel nisso aí, sim. Pode ser que não seja a única causa, mas é um incentivo a quem tem problemas.

      Excluir
    4. Prove com dados sua tese de que "pornografia tem um papel nisso aí, sim". Uma dica: não vai conseguir.

      Juanitta usando seus preconceitos como régua, as usual.

      Excluir
    5. Procura por Rebecca Whisnant. Beijos

      Excluir
  7. TONY
    embora não tenha a ver com a coluna, gostaria da sua opinião sobre os comercias da trivago: mais conhecido como trichato. Fala sério. Já imploramos para a ABT, no conar ( aquele sindicato que finge punir alguma coisa) tem memes, tem reclamação no reclame aqui, um monte de emails para empresa e eles não ligam o desconfiometro. Parece que tem mais inserção daquele comercial do que programação. Já tem 3 anos que metralha a audiência com aquela obsessão de comercial. E não adianta mudar de canal. Lá está o trichato 50 vezes em meio a uma programação. Hotel? Hotel? Hotel? Tá loco. Desliguei o cabo e fui para o streaming. Fiquei tão traumatizada que se for viajar vou ficar no albergue. Vão que na viagem aquele chato aparece ao vivo e em cores pela 5678654357890 X no dia.

    Digam E. Você não pode fazer um enquete para ver quantas pessoas estão enjoadas daquela chatice e fazer um coluna para ver se desconfiam do óbvio: que deu o ver dose e rejeição a marca de tanto que se expõem.

    Obrigada. Saudações.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A resposta é simples. Como o contrato vai punir uma empresa pelo fato do comercial ser chato ou passar muitas vezes? Oi?

      Excluir
    2. Que doida hahahaha.
      Querendo censurar comercial de tv por ser, na opinião dela, chato.
      Hahahahahaha
      Sua vida deve estar ganha pra esse ser O problema que te aflige.

      Excluir
    3. 23:57...Finalmente chegou entre nós uma bicha esclarecedoUra, Wilton, veremos quanto tempo vai durar.

      Excluir
    4. É só não usar o Trivago, até porque todas nós sabemos que é melhor usar o Airbnb.

      Excluir
  8. Ela alega que levou uma dedada. Ela sabe que não tem como provar isso na justiça.
    Por isso não foi à policia.
    Ela sabe que seria acusada de mentirosa e teria aumentada sua fama de bêbada louca, coisa que aconteceu ao postar no Facebook a história.
    Resumo, ela escreveu o novo capítulo do livro 'como ajudar a enfraquecer e perder a credibilidade da luta das mulheres contra a violência' ao agir feito uma adolescente mimada.

    ResponderExcluir
  9. Esse caso é lamentável sob qualquer aspecto. Se for verdade, mais um abuso, uma insegurança, algo indefensável.
    E se for uma invenção? E o motorista como fica? Alguém ouviu a versão dele? Foi mesmo demitido? Como o Uber o faz sem uma defesa?
    De qualquer maneira não tem como provar, é uma palavra contra a outra. O fato de a mulher não querer prestar queixa tem uma justificativa risível (endossada pelo Tony). O motorista sabe onde ela mora ! Ladrões de residência também o sabem e nem por isso alguém deixa de fazer o B.O. caso ocorra uma invasão.
    A Camille Paglia toca sempre em um ponto crítico. O mundo é injusto e perigoso e as pessoas tem que saber se proteger, homens e mulheres. Não adianta dar mole e depois querer que alguém as proteja. Também gostaria de ter um segurança armado e faixa-preta para cada membro da minha família, mas acho que neste mês não vai dar !A culpa é da vítima? Obviamente que não. Mas como a moça diz, que estava chapada e com uma micro calcinha à mostra, etc. a chance de acontecer (caso realmente tenha acontecido) algo assédio grave aumenta consideravelmente.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você está praticamente culpando a vítima, percebeu? Com os argumentos clássicos da direita e do machismo.

      Excluir
    2. Estou achando Tony meio esquerdopata, já li hoje ele escrevendo direita, machismo e fascista sem menor critério, como fazem esses esquerdinhas ao xingar todo mundo que não seja do grupo. Acho que o assunto pede mais moderação e maturidade. Existe machismo exacerbado, sim, na sociedade, e por isso mesmo a abordagem de assuntos relativos à violência contra a mulher pode evitar gritos de guerra ideológico e buscar uma compreensão do contexto, sejam as causas, as punições e as formas de se mudar isso, coisa que não acontecerá de nossa prioridade for criar e manter uma guerra entre grupos.

      Excluir
    3. "Sem o menor critério" é óóótemo. É o argumento favorito de quem esat com preguiça de debater: fulano não tem critério, fim da discussão.

      Eu sou bastante à esquerda quando se trata de comportamento: sou a favor da descriminalização do aborto e das drogas, a favor do casamento gay, a favor da liberdade de expressão, contra a pena de morte, contra o porte indiscriminado de armas, e por aí vai.

      Mas pendo ao centro-direita na economia: mínima intervenção do estado, apoio à iniciativa privada, poucas empresas estatais para os políticos colocarem seus apaniguados incompetentes no comando.

      De quem eu gosto na política? FHC, Emmanuel Macron, Justin Trudeau.

      Ah, e atenção: "gostar" não significa "endeusar", nem apoiar o cara mesmo quando ele é condenado pela Justiça por alguma falcatrua.

      Excluir
    4. Desculpa por usar o "sem critério", me empolguei ao ver vc chamando alguém de fascista, essas palavras de ordem são muito mal usadas e errei na análise sobre vc.
      De toda maneira, te admiro, temos idéias parecidas em algumas coisas, e discordâncias em outras, e admiro demais sua elegância nos posts e nos comentários. E parabéns pelo ponto com novo!

      Excluir
  10. Não estou conseguindo responder no mesmo post, segue a resposta por aqui.
    Não acho que eu esteja "praticamente" culpando a vítima.
    O objetivo inicial não era nem esse,mas sim mostrar o quão difícil é comprovar um crime desses é o outro lado da história.
    Voltando à resposta, acho que o seu discurso é tipicamente de esquerda e não o meu de direita, na medida em que joga para a sociedade (imaginária, idealizada, perfeita) o papel de proteção do indivíduo . Na prática não acontece isso, infelizmente.
    Esqueçamos o estupro por um momento. Hipoteticamente eu vou com minha bicicleta a uma loja. Como a sociedade é perfeita, ou moro na Noruega, eu a deixo do lado de fora e na volta subo nela e vou pra casa. O que aconteceria aqui? Na volta teria somente uma breve lembrança da magrela. Se eu tivesse colocado uma corrente e a amarrado ao poste, provavelmente ela ainda estaria lá (e olhe lá). A culpa é do criminoso, mas eu gosto da minha bicicleta, e na dúvida, não vou apostar para ver se o bandido está ao meu lado. Isso é ser de direita? Tenho dúvidas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu sou o primeiro a dizer que as pessoas têm que tomar cuidado, porque o mundo não é feito de amigos. Foi com base nisto que critiquei tanto a Liniker, que desceu para cantar na plateia e foi apalpada: como que ela não imaginou que isto iria acontecer?

      Acontece que a violência contra as mulheres está de tal modo entranhado na nossa cultura que eu acho que a balança tem mesmo é que pender para o lado delas. Viu o juiz que soltou o cara que GOZOU no pescoço da menina dentro de um ônibus em SP, mesmo sabendo que o sujeito era reincidente? Se isto não é cultura de estupro...

      Excluir
    2. É a lei, Tony. A lei só considera estupro se tiver penetração, alguns juízes que estão entendendo diferente, por vontade própria, o que não foi o caso desse juiz. Tem que mudar a lei, não o juiz.

      Excluir
    3. Aí que você se engana. A lei brasileira mudou, e hoje diz que estupro é "É "qualquer ato sexual sem consentimento, com emprego de violência ou grave ameaça".

      O juiz entendeu que o cara que ejaculou no pescoço da menina não usou de violência ou grave ameaça. Também ignorou o fato dele ter sido acusado de 14 (ouvi até 17) episódios de agressão sexual. Assim fica fácil por a culpa na mulher.

      Excluir
    4. Olha que o que eu observo, é que os únicos que seguem suas leis, é o crime.

      Excluir
  11. Não estou conseguindo responder no mesmo post, segue a resposta por aqui.
    Não acho que eu esteja "praticamente" culpando a vítima.
    O objetivo inicial não era nem esse,mas sim mostrar o quão difícil é comprovar um crime desses é o outro lado da história.
    Voltando à resposta, acho que o seu discurso é tipicamente de esquerda e não o meu de direita, na medida em que joga para a sociedade (imaginária, idealizada, perfeita) o papel de proteção do indivíduo . Na prática não acontece isso, infelizmente.
    Esqueçamos o estupro por um momento. Hipoteticamente eu vou com minha bicicleta a uma loja. Como a sociedade é perfeita, ou moro na Noruega, eu a deixo do lado de fora e na volta subo nela e vou pra casa. O que aconteceria aqui? Na volta teria somente uma breve lembrança da magrela. Se eu tivesse colocado uma corrente e a amarrado ao poste, provavelmente ela ainda estaria lá (e olhe lá). A culpa é do criminoso, mas eu gosto da minha bicicleta, e na dúvida, não vou apostar para ver se o bandido está ao meu lado. Isso é ser de direita? Tenho dúvidas.

    ResponderExcluir
  12. Acho que concordamos em vários pontos. Esse caso do cara do ônibus da Paulista ser solto me dá vontade de sair deste país, sério. Esse caso da Clara está mais para o do Liniker. Obrigado pelo debate !

    ResponderExcluir
  13. Essa não é a mesma Clara que ficou famosa pelo chifre que tomou no "troca de esposas" da Record?
    Já os livros dela? Nunca ouvi falar de nenhum...

    ResponderExcluir
  14. Temas pesados estão tomando conta do seu blog... prefiro quando o clima está Alegre e feliz e vc está falando de entretenimento

    ResponderExcluir