segunda-feira, 12 de junho de 2017

YOU'RE LOOKING SWELL, DOLLY

Já faz mais de quatro anos que estive pela última vez em Nova York, e não tenho nenhuma perspectiva de voltar para lá em breve. Portanto, a cerimônia de entrega dos prêmios Tony (o Oscar da Broadway) na noite de ontem me atinge de duas maneiras distintas. A primeira é cruel: provavelmente jamais verei nenhuma das peças indicadas, que incluem um revival de "Sunset Boulevard" com Glenn Close e um revival de "Hello, Dolly" com Bette Midler. Mas a segunda maneira é simpática: o show mostra cenas dos musicais atualmente em cartaz, então pelo menos sobra uma palhinha para eu não morrer seco de vontade. E ainda tem números espetaculares e exclusivos, como a abertura com o anfitrião da noite, Kevin Spacey. O Frank Underwood de "House of Cards" não só mostrou que canta, dança e sapateia, como também que tem senso de humor: fez duas menções a "coming out" (sair do armário), justo ele que nunca se assumiu gay.
E a divina Bette finalmente ganhou seu primeiro Tony competitivo (ela tinha um especial, dado há mais de 40 anos) como melhor atriz de musical por "Hello Dolly". Seu discurso entusiasmado de agradecimento conseguiu calar a orquestra e só me deixou ainda mais ensandecido para vê-la no palco. O dia há de chegar.

3 comentários:

  1. O meu também é Bette!

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  2. Justo ele que nessa última temporada de House of Cards transou com o Personal Trainer bem na festa de inauguração do seu mandato presidencial! Sai do armário, Kevin!!

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  3. Pois é, a gente por aqui tão por baixo e sem perspectiva de melhora, talvez tendo de escolher entre Lula e Bolsonaro. Enquanto isso, nossos hermanos fazem cinema de qualidade e os brothers nos humilham com essa demonstração de poder teatral. Com tanta peça boa dá pra aguentar um Trump!

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