segunda-feira, 5 de junho de 2017

VARADKAR DE FAMÍLIA

Pela minhas contas, o irlandês Leo Varadkar será o quarto homossexual assumido a liderar um país europeu. A pioneira foi Johanna Sigurdadottir, da Islândia, que em 2010 aproveitou a aprovação do casamento gay em seu país para oficializar sua união com a namorada enquanto ainda estava no poder (hoje ela está aposentada da política). Em 2011, Elio di Rupo, sósia de Moacyr Franco, se tornou primeiro-ministro da Bélgica, cargo que ocupou por quase três anos. E atualmente temos Xavier Bettel, de Luxemburgo, cujo marido Gauthier Destenay causou sensação na última reunião da OTAN. Mas a eleição de Varadkar tem lá suas peculiaridades. Para começar, a Irlanda disputa com a Polônia e a Itália o título de país mais fervorosamente católico da Europa. Além disso, Varadkar é filho de imigrantes indianos - o que torna ainda mais interessante sua ascensão dentro do Fine Gael, um partido conservador. Pena que Matt Barrett, o namorado médico e bonitão, já avisou que não vai fazer o papel de "primeiro-damo". Mas talvez nem precise. Já vai ser engraçado o suficiente ver Donald Trump ou os xeques árabes tendo que apertar a mão desse PM bicha nos futuros encontros internacionais.

8 comentários:

  1. Aqui no país os gays celebridades assumidos (meia dúzia) escondem seus maridos e namorados, e a maioria dos gays celebridades nem assume, basta ver a entrevista do Junior Sandy, o hetero.

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    1. não só aqui, mas em muitos outros locais. no mundo todo, aliás. mas nós gays não podemos reclamar muito disso, viu, porque a maioria dos gays ainda estende o tapete para a heterossexualidade. Então, vai se reclamar do quê?

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    2. Gostei do eufemismo para "dar o c* pra hetero": estender tapete.

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    3. Mas olha, quando escrevi estender o tapete não pensei nisso, kkkk. Maldade a sua. É isso tambem ne no fim das contas, kkk. Estender o tapete se refere a endeusar a heterossexualidade. Escrevi pensando nisso, basicamente.

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  2. O mio babbino caro
    Tony você consegue explicar o que leva um gay a apoiar um Trump ou um Bolsonaro?

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    1. Burrice é eufemismo. O correto a dizer é doença mental mesmo.

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