segunda-feira, 19 de junho de 2017

LEGAL PACAS


Elis Regina rendeu vários livros e um longa-metragem, e tem uma minissérie planejada na Globo. Maria Bethânia ganhou pelo menos dois documentários que contam sua trajetória. Mas Gal Costa, que com as outras duas forma o trio de grandes cantoras brasileiras surgidas nos anos 60, era pouco examinada até hoje. Essa lacuna está finalmente sendo coberta pela série "O Nome Dela é Gal", cujo segundo de quatro episódios foi exibido ontem pela HBO. A receita não tem nada de inovadora - depoimentos atuais e antigos são entremeados com imagens de arquivo - mas é didática e envolvente. E o roteiro realça o pioneirismo da ex-Gracinha, que foi, em pleno auge da ditadura militar, a cantora mais moderna que o Brasil teve até hoje. Fiquei tão curioso que fui ouvir o terceiro álbum de Gal, "Legal", de 1971, que ela gravou quando Gil e Caetano estavam exilados em Londres. O disco é assombroso: tem de uma versão à la Janis Joplin de "Eu Sou Terrível", de Roberto e Erasmo, a misturas psicodélicas de baião com rock, culminando no clássico "London, London". Muito mais avançado do que as tulipas e karinas de hoje em dia. Agora, se "O Nome Dela é Gal" reitera a importância artística da cantora, sua vida íntima permanece um mistério. Enquanto sabemos detalhes de cada amor que Elis teve na vida, os de Gal Costa continuam elusivos como o sorriso do gato de Alice.

9 comentários:

  1. O mio babbino caro
    É Divino Maravilhoso, como artistas populares entram em nossas vidas. Lembro exatamente o dia em
    que ouvi "Baby" pela primeira vez, e começou essa história, que já havia começado, com "Namorinho de portão". Pena que não se ousa ainda dizer o nome dos vários amores atrás das várias canções. Más um tempo atrás Marina se encarregou de dar uma sacudidinha na roseira.

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  2. Gal emulava Janis Joplin e estragou ótimas músicas nessa época.

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  3. É, Gal foi terrível: voz linda, músicas, shows, visual, figurinos. Em tudo arrebentando a boca do balão. Os LPs dos anos 60 e 70 são incríveis, ela passando da bahianidade para Janis Joplin ou um 'Antonico', que Ismael Silva jamais imaginou coisa tão linda. Pena que sua fase madura não tenha correspondido aos velhos tempos.

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  4. Os da Bethânia mostram que ela é gay? Porque duvido que alguém tenha coragem de mostrar a verdade sobre ela e Gal enquanto forem vivas, e mesmo depois da morte. Nossos biógrafos morrem de medo de cair no limbo.

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  5. Olha a Tony se fazendo de sonsa aí geeentche...
    Todas as trans finíssimas sabem que a Gal é sapa. A Marina Lima durante uma entrevista (a um jornal/revista, não lembro bem) disse que perdeu a virgindade com ela.
    Um dos melhores discos da GAL é o FATAL, na minha opinião.

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  6. 'Todas as trans finíssimas' HAHAHA -

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  7. gal queremos um álbum de chorinhos - revisitando tico tico e brasileirinho - grato

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  8. Alguém sabe o por quê dela não falar mais com a Betânia?

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  9. Genial o documentário... Não tinha noção da magnitude da Gal... Linda carreira, de todos eles, "Doces Bárbaros"

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