domingo, 4 de junho de 2017

IL NONNO DELLA DISCO

Giorgio Moroder esteve pela primeira vez no Brasil em 2013, tocando numa festa só para convidados. Perdi, mas ontem fui à forra. O produtor mais influente da disco music (sim, até mais do que Nile Rodgers do Chic) se apresentou no gigantesco Espaço das Américas, em São Paulo, para uma plateia que tinha pouca gente com menos de 40 anos. "Se apresentou" é maneira de dizer: o inventor de Donna Summer nunca foi DJ e duvido muito que saiba mixar uma música na outra. O que esse vovô italiano de 77 anos fez foi ficar atrás do equipamento fingindo que girava botões, enquanto rolava um megamix de seu catálogo perfeitamente sincronizado com as imagens de vídeo no telão. Durou pouco mais de uma hora e teria sido mais divertido numa boate, com iluminação e caixas de som mais potentes. Mas, para falar a verdade, não carecia de uma produção mais requintada. Porque metade do show (maneira de dizer) acontecia exclusivamente dentro da minha cabeça, onde clássicos como "Beat the Clock", "What a Feeling", "The Never Ending Story" e, claro, "I Feel Love" evocavam memórias de acesso randômico.

2 comentários:

  1. Cadê HansaBee pra dizer que só ela entendeu a referência ao Daft Punk?

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