segunda-feira, 26 de junho de 2017

A MARAVILHA DO PORTO

Eu, que cheguei a ter um pied-à-terre no Rio, hoje em dia vou muito pouco à minha cidade natal, e quase sempre em esquema de bate-e-volta. Por isto só ontem tive tempo de conhecer o Porto Maravilha, que ficou pronto na época das Olimpíadas. Fizemos um passeio completo: largamos as malas no Santos Dumont, tomamos o VLT e saltamos bem em frente ao mural do Kobra. De lá, uma caminhada até o AquaRio, que estava cheio mas não intransitável. O novo aquário da cidade não é o mais bacana que eu conheço (esta honra ainda cabe ao Oceanário de Lisboa), mas não faz feio. Só reclamo do preço salgadíssimo: 80 reais a inteira (pelo menos eu paguei só 60, por ser nativo do RJ). Depois ainda fomos espiar as recém-descobertas ruínas do Cais do Valongo, onde desembarcou boa parte dos escravos trazidos da África ao Brasil. E finalmente encaramos o Museu do Amanhã, que já não tem mais as filas quilométricas na porta. Mesmo assim, lá dentro as instalações continuam cheias de gente: imagino que só num dia de semana o visitante conseguirá usufruir de tudo. Mas nem esses pequenos tumultos conseguiram estragar meu dia. O céu estava limpo, a temperatura, agradável, e a limpeza de todo o trajeto realmente me impressionou. O Rio se civiliza! Claro que a um custo exorbitante, tanto que agora o estado e a cidade vivem crises profundas. Mas torço para o Porto Maravilha sobreviver incólume a esse turbilhão. Já é um belo legado deixado pelos Jogos, e vale muito ser visto.

16 comentários:

  1. Logo ali do lado o Marriott está falido sem hóspedes, já que a tal revitalização ficou limitada e a violência da favela da região impera nas ruas. Acho cedo pra comemorar o tal legado nefasto.

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  2. O Rio se civiliza... exceto quando deixa 200 mil servidores sem pagamento.

    Para os lib-right, um adendo: Servidor = PM, enfermeira, médico, entre outros

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  3. O Rio se civiliza enquando os servidores não recebem salários e os bailarinos tem que ir pra fora trabalhar.

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  4. Rio, maravilha, nós gostamos de você!
    Mais que merecida e necessária a revitalização da área portuária (Pier Mauá). A cidade é linda, repleta de história e tem tudo para virar um caso de sucesso de "Economia Criativa", como foi em Barcelona (1992) http://www.estadao.com.br/noticias/geral,veja-como-as-olimpiadas-de-1992-mudaram-a-cara-de-barcelona,864345

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  5. O mio babbino caro
    Meu querido Rio, tristemente maravilhoso...

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    1. Babina poetisa das mágoas

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    2. Reel around the fountain
      Slap me on the patio
      I'll take it now
      Oh
      Oh!

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    3. Shove me on the patio
      I'll take it slowly

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  6. São muitos interesses em jogo. Odebrecht também teve seu dedo no Porto. L'oreal foi a única a mudar para a região. Acho que o Cais merecia seu museu, cuja construção foi condicionada a uma eventual inclusão da área na lista de patrimônios da humanidade da Unesco...

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  7. Acho esse museu da familia Marinho horroroso por fora, por dentro e as exposições fraquissimas. Mas pro pessoal sem nem ensino fundamental tá bom.

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    1. Por dentro ele não vale nem o plástico do ingresso do dia da entrada franca. Um monte de painéis iluminadas e telas touch screens de conteúdo vazio e imagens coloridas. Interessantíssimo para excursões de escola públicas.

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    2. Tecnologia de ponta pra aluno de Ciep.

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  8. Entre o Museu do Amanhã e o também novo MAR Museu de Arte do Rio que fica logo em frente, fico com o segundo.. Que ainda tem uma vista maravilhosa do terraço.

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    1. Nesse mesmo dia, eu fui ao MAR pela segunda vez na vida. Mas não gostei de nenhuma das exposições em cartaz.

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  9. O centro histórico do Rio é de longe o mais rico arquitetonicamente e culturalmente do país. Uma enorme concentração de museus, teatros, palácios, bibliotecas, centros culturais, cafés, cinemas, livrarias e até sebos (que adoro) etc.. São 6 focos (Praça da República, Largo da Lapa, Cinelândia, Praça XV, Candelária e agora a nova integrante Praça Mauá) que deveriam ser melhor explorados. Na época do Cesar Maia projetou-se criar um corredor sinalizado ligando essas praças, mas não foi levado adiante. Uma pena.

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