segunda-feira, 3 de abril de 2017

SENTAR DE RIR

Lenín Moreno. Ainda preciso me acostumar com este nome: todos vez que eu o escuto, imagino um guerrilheiro caricato, personagem  de uma opereta chamada "La Republica de las Bananas". Mas o recém-eleito presidente do Equador é de verdade, e muito melhor do que eu temia. Para começar, o cara não é um clone de Rafael Correa, apesar de serem ambos do mesmo partido. O que mais me impressionou em seu currículo não foi nem o fato dele ser um raríssimo líder político cadeirante (o último de que eu me lembro é o americano Franklin D. Roosevelt, cuja deficiência era ignorada por muitos de seus eleitores na era pré-TV). Foi Moreno ter se recuperado do tiro que levou num assalto graças à terapia do riso, e publicado diversos livros de humor desde então. Agora vamos ver como ele se comporta. Correa trouxe estabilidade e prosperidade, mas não escondeu a veia autoritária e perseguiu a imprensa sem o menor pudor. Talvez um humorista em seu lugar seja exatamente do que precisam os equatorianos, divididos depois de uma eleição apertadíssima.

5 comentários:

  1. Uma Dilma equatoriana, sem mais.

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  2. Que susto que tomei com o título.
    Mas depois vi uma excelente historia.
    Mas já estão querendo dar golpe no recem eleito Lenin Moreno.

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    1. Porque golpe só quem pratica é a direita né? A esquerda, golpista até e a alma, se acha a fonte da mais pura aceitação democrática. SQN. A esquerda só aceitou a democracia na década de 70. E lembremos que Fidel Castro assumiu Cuba via golpe, que Hugo Chávez tentou, sem sucesso, um golpe na Venezuela no início dos anos 1990. E isso só para ficar por aqui. Vocês esquerdistas são uns mentirosos e tanto. Quando enfrentados fora dos círculos de vocês, mal sabem falar. Dá até peninha de tanta mediocridade que vêm de vocês.

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  3. Faltou lembrar no post que Rafael Correa é um exímio homofóbico. Característica aliás extremamente comum entre marxistas. Depois a turma esquerdista daqui ainda quer bancar de progressista. Sai Correa, mais ainda fica um monte de homofóbico de esquerda no comando de países da América Latina.

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    1. Gustavo Lasso, o candidato derrotado, também é, apesar de ter suavizado algumas opiniões na reta final. Assim como o era a candidata de direita que chegou em 3o. no 1o. turno (não lembro o nome dela). A homofobia na América Latina não é prerrogativa nem da direita nem da esquerda, é um dado cultural.

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