domingo, 2 de abril de 2017

MINHA MÃE É UMA DESSAS


"Mulheres do Século 20" é o último grande filme desta safra do Oscar a entrar em cartaz no Brasil. Quando estreou nos EUA no final de dezembro, foi logo cotado para os prêmios mais importantes - principalmente para a gloriosa Annette Bening, que até hoje está de mãos abanando. No entanto, apesar das críticas excelentes, o trabalho semi-autobiográfico do diretor Mike Mills só foi indicado a melhor roteiro original. Alguns anos atrás, ele ficcionalizou a história do próprio pai, que se assumiu gay depois de enviuvar, no badalado "Beginners". Agora é a vez da mãe ser retratada: aqui ela é uma mulher divorciada que procura se atualizar para entender melhor o filho adolescente. Sempre com um cigarro na mão e com a ajuda dos dois inquilinos para quem aluga quartos, ela se arrisca até em clubes de punk rock, o que de mais moderno havia em 1979, época em que passa a história. Ou melhor, não é bem uma história, mas um estudo de personagens. "Mulheres do Século 20" não é aquele tipo de filme que te faz sair arrepiado do cinema. Mas ele continua rodando na sua cabeça depois, revelando novos e preciosos detalhes.

2 comentários:

  1. Annette é o tipo de atriz que não deu sorte nas disputas ao Oscar. Enfrentou uma concorrência que de algum jeito sempre esteve à sua frente, mesmo estando Annette bem cotado ao prêmio. Falta sorte a Annette no Oscar. Mas será que ainda vai levar? Vide que a Academia só quer saber de premiar moças jovens. A categoria de Melhor Atriz virou uma barreira para atrizes com a idade de Annette.

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  2. Tony, a interpretaçao da Annette não está melhor que a da Emma Stone?

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