segunda-feira, 17 de abril de 2017

CHOCHANDO A CHECHÊNIA

Este ursinho acariciando um gatinho aí ao lado é ninguém menos do que Ramzan Kadyrov, o presidente da Chechênia - a república autônoma russa que voltou às manchetes depois da denúncia de que 100 gays chechenos haviam sido presos num campo de concentração e três deles já sido mortos. Kadyrov nega tudo, usando um argumento que meio que confirma tudo: na Chechênia não existem homossexuais. A pressão internacional está sendo grande e muita gente vem alterando a foto no perfil do Facebook com um triângulo rosa sobre o rosto, mas duvido que surta algum resultado. Alguns anos atrás, a Chechênia tentou se separar do resto da Rússia e foi violentamente reprimida. Seu atual mandatário, hiperativo no Instagram, é apaniguado de Vladimir Putin, que aprovou leis duríssimas contra "propaganda gay" em seu país. Claro que ele vai deixar a republiqueta do Cáucaso matar umas bichinhas, só para manter feliz a maioria muçulmana que vive lá. Para terminar este post pessimista numa nota infame, vou usar uma piada velha e torcer para que esteja tudo bem em outra república russa de nome sugestivo: a Carélia.

8 comentários:

  1. meio que confirma tudo: na Chechênia não existem homossexuais. HAHAHAHA

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  2. O mio babbino caro
    A esses seres,Cáucaso entre tundras, taigas e portos chama-los de porcos é ofensa aos porcos.

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  3. Quem nasceu pra Chechênia, nunca será da Carélia... Kkkkkkkkkkkk

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  4. Muito bom o Título do post!!

    Criativo......

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  5. Tem tanta desgraça no mundo que o povo prefere falar do título bem sacado do que do massacre de viadas. Curioso.

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  6. essa foto tá demais!

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  7. Quando li a primeira matéria sobre isso o assunto ainda não havia adentrado a mídia mainstream. No início se reportava que homens gays haviam sido presos na Chechênia após pedirem autorização do governo da capital da República autônoma para realizarem uma parada gay. Só esse pedido já é de uma coragem e tanto porque toda a Rússia, incluindo aí Moscou, é extremamente homofóbica. Depois outras matérias vierem à tona e o assunto foi tomando conta dos veículos da mídia mainstream. A repórter que iniciou a investigação sobre os campos de concentração fugiu da Rússia e foi considerada inimiga número 1 da Chechênia por fundamentalistas islâmicos. Esse campo de concentração para gays na República russa é o primeiro que se tem notícia desde as UMAPs de Cuba.

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  8. Errar é humano, reconhecer um erro é ser demasiadamente humano (não deveria).
    https://www.youtube.com/watch?v=DsCMPM257HY

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