terça-feira, 14 de março de 2017

MERDOGAN

Et voilà: com este singelo post, lá se vão minhas chances de voltar à Turquia. Pelo menos enquanto durar o sultanato de Recep Tayyip Erdogan, que promete ser longo. O proto-ditador voltou às manchetes esta semana, depois de xingar de "nazistas" os governos europeus que proibiram comícios a favor dele em seus territórios. Ah, nada como usar a liberdade de expressão dos outros para promover o avanço do seu estado totalitário, não é mesmo? Além do mais, a patacoada de Erdogan não podia ter vindo num momento pior. Juntar milhares de turcos residentes na Holanda - mas ainda com direito a voto na Turquia - numa imensa manifestação política serve direitinho para eleger Geert Wilders, o candidato holandês de extrema-direita que tem ojeriza a imigrantes. Erdogan está se revelando uma versão de Hugo Chávez do Oriente Médio, ao tentar aumentar seus poderes através do voto. Se ele conseguir transformar o parlamentarismo turco em presidencialismo, estará enterrando o projeto de Atatürk de uma república laica, moderna e ocidentalizada. Vai dar merda, vocês vão ver.

14 comentários:

  1. me decepciona muito mais esta Holanda da velha direita e a caminho da extrema direita . Holanda foi um pais símbolo da liberdade e abertura com drogas legalizada, prostituição legalizada , super- ecológico etc...

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  2. Vc esqueceu de mencionar que tem dedo russo nesta história...
    Total boicote a Turquia!!!!

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  3. Como não vi nada d interessante nesta publicaçã para mim..Então, quero agradecer primeiramente a Deus pelo dom da vida e segundo a minha mãe por ter comprado este telefone, e pelo almoço de ontem, ao meu irmão que deixou eu comentar, agradecer ao senhor que parou o carro para eu passar agorinha aqui na avenida, ao cobrador do táxi que me deixou viajar sem pagar, agradecer também a moça da roloute do lado da minha casa que não tem nada a ver com isso mas eu estou incluindo ela e também a todos que eu conheço. Queria agradecer você também por ler o meu comentário que não tem nada a ver com esta publicação, mas ainda assim você se importou com os agradecimentos. Obrigado!

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    1. Eu tb nao vi nada de interessante ..... mas lendo seu comentário tive certeza de uma coisa: como tem gente louuuuucaaaa neste mundo!!!!!
      A sua mãe foi mais louca ainda em te dar esse seu "telefone"(????)
      Ah! não precisa me agradecer não...

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    2. Eu vi muita coisa interessante nesta publicação...
      "Pelas coisas úteis que se pode comprar
      Com dez cruzeiros
      Pelo bem estar, pela compreensão
      Pela agricultura celeste, pelo coração
      Pelo jardim da cidade, pela sugestão
      Pelo Santo Tomás de Aquino
      Pelo meu irmão
      Pelo Gato Barbieri,
      Pelo mengão
      Pelo meu amigo que sofre do coração"
      (JBJ)
      r s é r i o l k o b T

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    3. Deixa o tio Tony explicar para vocês:

      1) A Turquia é uma potência emergente. Sua influência regional já é considerável, e ela é estratégica para se derrotar o Estado Islâmico.

      2) É a única democracia do Oriente Médio, além de Israel. Se se tornar mesmo uma república islâmica, vai ser uma derrota e tanto para os valores democráticos.

      3) Erdogan é mais um sintoma da onda nacionalista-boçal que varre o mundo: além dele, há Trump nos EUA, Duterte nas Filipinas e, quiçá, Bolsonaro em breve no Brasil. É importante ver como ele evolui, se não quisermos ter um Erdogan tupiniquim.

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    4. Turquia é membro da OECD e o Brasil não. Ponto final.

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    5. Acho que esta informação pode esclarecer um fato que passa despercebido para muitos:

      Lebanon is a parliamentary democracy that includes confessionalism,[105] in which high-ranking offices are reserved for members of specific religious groups. The President, for example, has to be a Maronite Christian, the Prime Minister a Sunni Muslim, the Speaker of the Parliament a Shi’a Muslim, the Deputy Prime Minister and the Deputy Speaker of Parliament Eastern Orthodox.[106][107] This system is intended to deter sectarian conflict and attempts to represent fairly the demographic distribution of the 18 recognized religious groups in government.[108][109]

      Until 1975, Freedom House considered Lebanon to be one of only two (together with Israel) politically free countries in the Middle East and North Africa region.[110] The country lost this status with the outbreak of the Civil War, and has not regained it since 1975. Lebanon was rated as "Partly Free" in 2013. Even so, the United States still considers Lebanon to be one of the most democratic nations in the Arab world.[110], fonte wikipedia.

      Concordo com sua preocupação com relação a Turquia e possíveis desdobramentos na relação Europa, Oriente Médio e Rússia...

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    6. Enquanto Bolsonaro não chega vamos de test drive com Temer.

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  4. zanga-se as comadres descobrem se as verdades.
    esses holandeses nunca foram boas res.
    tem uma folha de serviços coloniais invejável.
    Os turcos idem aspas

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  5. Tony !: do que se trata essa das 13:18 ?
    Uma internação ajudaria?

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  6. Pior que essa zona toda favorece muito o Wilders mesmo. O que é uma grande pena mesmo, pois mesmo que ele não forme o governo com o PVV dele, ele já causou um estrago na cultura política da Holanda.

    Qual será o futuro do liberalismo ocidental quando reina o populismo, a ignorância e o isolacionismo?

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  7. Ler o seu blog vai me ajudar no enem no final do ano!

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  8. Meu professor falou sobre isso, mas não explicou tão bem como vc nesse post. Obrigado seu lindo!

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