quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

OCÊ NUM MANDA INHEU

Nesses tempos em que a nomenclatura das identidades LGBT muda a cada cinco minutos (e ai daquele que usar a de cinco minutos atrás), o termo "drag queen" foi um dos mais ressignificados. O que já foi sinônimo de travesti passou por uma fase em que era considerado um estágio pré-trans, mas hoje já é encarado como o que de fato é: uma performance. Drag queen é uma arte, prima do teatro kabuki e com seus próprios códigos. É uma tração de sarro não das mulheres, mas dos homens - ou da ideia convencional da masculinidade. Pensando assim, porque não pode ser feito por uma mulher biológica? Fo o que aconteceu outro dia num evento beneficente no lendário Stonewall Inn de Nova York, marco zero da luta pelos direitos igualitários. Ninguém menos que a über-tudo Cate Blanchett subiu ao palco para dublar "You Don't Own Me", com gestual e maquiagem dignos do "Ru Paul's Drag Race". Como diz a letra da música: ninguém manda nessa racha.

4 comentários:

  1. Olha, em BH tem a Gabriela Dominguez que há bastante tempo faz performance de drag em boates da cidade. Ministra curso de maquiagem drag para homens e mulheres. E se diverte com as confusões que todos fazem achando que é um homem por trás da roupa e peruca. http://instagram.com/bellalapierre

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  2. A direita já está se mexendo para que o presidente Trump freie a ordem de Obama decretada no ano passado de fazer do Stonewall Inn o primeiro monumento nacional como símbolo da luta dos direitos civis dos gays. Assim os republicanos cada vez mais confirmam que o GOP é a principal organização americana anti-LGBTQ.

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  3. Ninguém menos que a über-tudo Cate Blanchett +1 ahazo tonyah, parenta da doryah

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