domingo, 4 de dezembro de 2016

TRAVESTI TRANSEXUAL DA TRANSILVÂNIA

Em 1982, um amigo e eu estávamos em Londres e fomos ver "The Rocky Horror Picture Show". Naquela época o filme já tinha quase dez anos e havia se tornado um fenômeno cult. Em sessões à meia-noite, o público vinha fantasiado e interagia com os personagens da tela. Mas a sessão que pegamos era à tarde, sem cosplays. Saímos frustradíssimos do cinema.

Levei mais de trinta anos, mas finalmente matei minha vontade de "Rocky Horror Show". A versão teatral que está em cartaz em São Paulo (só até a semana que vem, corra) é divertidíssima. O elenco está todo bem, mas não dá para não destacar Marcelo Medici. Ele transforma Frank'n'Furter, o safado travesti transexual da Transilvânia, num personagem autenticamente brasileiro, tão dele quanto a Tia Penha ou o Mico Leão Dourado - e tudo isso sem trair a intenção original do texto. Que aliás está mais urgente e necessário do que nunca, dada a onda de caretice generalizada que varre o planeta. Meu único senão é que "Rocky Horror Show" ficaria ainda melhor num ambiente de cabaré, apertado e decadente, e não num teatro confortabilíssimo. Mas não é que tinha cosplay na plateia?

10 comentários:

  1. Tony, é última semana esse ano, a temporada volta em fevereiro, assim cmo Baby jane ;)

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  2. O mio babbino caro
    Bom Domingo Tony.
    Impressionante como é naturalizada a ausência de "negros" mesmo com a população brasileira sendo quem é.
    Loverne Picture Cox ++++ S Claudio Botelho, lembram. Vou ficando com os Show da Blue Space.

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  3. Tenho vontade de fazer cosplay em alguma feira do gênero algum dia na minha vida (mesmo já estando velho pra isso). Se você fosse cosplayer qual seria o personagem que vc faria Tony? (Qualquer um de todos os tempos e todas as mídias).

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    1. Patsy do Absolutely Fabulous.

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    2. Ferula, de A Casa dos Espíritos

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  4. Ouço falar aqui e acolá sobre uma suposta caretice invadindo o mundo e gostaria de saber de exemplos práticos disso, já que acho bem o contrário, que as sociedades estão bem tolerantes. Não vale citar Trump ou Bolsonaro pois mesmice intelectual.

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  5. Acho chatererérrimo esse tal de roque horror. Já o longa das abfabs achei mara, achei top, achei trapalhões meet abfab, está bem pastelão, regrediu mentalmente pra se adequar ao povão.

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  6. Já assisti! Adorei. Eu poderia falar mais se tivesse tirado o olho da mala do Rocky.

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    1. Felipe Mafra, meu amigo.

      Quer o telefone?

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    2. Não, obrigado. Prefiro só o seu mesmo.

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