sexta-feira, 11 de novembro de 2016

DROGA DE VIDA


Você acha que a sua vida é difícil? Então, talvez "Curumim" seja o perfeito escapismo para os seus problemas. O documentário sobre Marco Archer, o primeiro brasileiro fuzilado no exterior, é de partir o coração. O cara não era exatamente boa bisca: quando jovem, foi expulso de 14 colégios diferentes, e de surfista vagabundo logo passou a asa-deltista traficante. Passou décadas levando uma vida boa, com viagens, mulheres e luxos em geral. Até que sofreu um acidente na Indonésia e precisou ser internado em Singapura. De volta ao Brasil e devendo uma pequena fortuna ao hospital (um pouco demais, acho eu - tem treta aí?), Curumim (seu apelido desde a infância) foi ao Peru comprar coca barata para revender cara em Bali e na Austrália. Pego no aeroporto, fugiu e foi recapturado em poucos dias - o que foi fatal para seu caso, que ganhou notoriedade na imprensa de lá. Por isto não conseguiu subornar advogados e juízes no ultra-corrupto sistema indonésio. Passou doze anos no corredor da morte e foi executado em janeiro do ano passado (três meses depois, outro brasileiro, Rodrigo Gularte, teve o mesmo fim). Toda essa triste saga é contada com muitos depoimentos e imagens captadas em segredo na prisão (mas não o fuzilamento em si, que foi reencenado). "Curumim" está longe de ser divertido, óbvio, mas não deixa de ter seu fascínio. E agora estou de volta ao meu dia-a-dia, convicto de que todas as minhas aflições são irrisórias.

13 comentários:

  1. Droga de vida e me lembrei da eleição americana. De um fato. Descobrimos neste período eleitoral que a OUT Magazine é uma fraude. Depois de contratar o racista, homofóbico e misógino do Milo Yiannopoulos, sim, ele é gay mas é homofóbico também, existe isso, a OUT soltou um artigo deplorável escrito pelo doentio Michael Lucas falando de bullying contra um casal de gays que declarou voto em Donald Trump. Esse mesmo artigo também foi veiculado no site nazista Breitbart. Que ridículo! Primeiro, o casal de gays não sofreu bullying algum, e outra, gay fazendo uso de argumento utilizado por homofóbico é o cúmulo do absurdo. Uma coisa é dá espaço para quem tem visões diferentes sobre Estado, economia, organização social etc, outra coisa bem diferente é dá espaço para quem fere a dignidade da pessoa humana. Isso é inaceitável! Depois desses acontecimentos, um monte de gays está tendo repulsa pela OUT. Esta eleição americana nos revelou muita coisa, e uma dessas revelações é que a OUT não passa de uma publicação falsária e deplorável.

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    1. Quem contar a quantidade de adjetivos usados no comentário das 18:26 irá perceber que para certa "militância" só há uma forma correta de ser gay e de se posicionar.

      Sacou, Tony?

      A máscara dessa gente totalitária caiu dicunforça. Não enganam mais ninguém, perderam o controle da narrativa e serão obrigados a reconhecer que os únicos gays que representam são eles mesmos e seus amiguinhos.

      A OUT já acordou. Seria o máximo se este blogue saísse na frente.

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    2. O cara pode até não gostar do site Breitbart, mas chamá-lo de "nazista" é uma mistura de desonestidade intelectual com burrice pura e simples.

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    3. Biba brazuca que vive mentalmente na América do Norte.
      Bitch, please.
      Eles tão cagando pra o que vc acha.

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  2. Vc contou o filme todo. Só não contou o final pq não precisa quando um filme fala sobre o corredor da,morte ...

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    1. É um documentário, estúpido. Não tem nenhum spoiler que já não tenha saído na imprensa.

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  3. Eu vi e me deu realmente uma certa revolta. Revolta porque eu concordo com você sobre a legalização de todas as drogas. Porque eu também concordo com você sobre a escrotidão do governo indonésio. Revolta porque esse cara tinha problemas psiquiátricos não diagnosticados desde cedo. A droga não foi a causa de nada, mas uma das consequências. Foi mais uma vítima de como a gente relega a saúde mental (até das crianças) em último plano.

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    1. Vitima kkkkkkkklkkkkkkkkk.
      Foi traficar no país que tem pena de morte e depois quis pagar de dodoizinho.
      Vcs comeram cocô pra defender isso.

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  4. Nao tenho pena de traficante!

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    1. nem por isso tenho dó dele...ganha bem e tem pouco esforco, mas tb paga um preco..assim é a vida!

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  5. O mio babbino caro
    "The last of the famous International playboys
    In our lifetime those who kill
    The newsworld hands them stardom "
    (M)
    As histórias dos filhos das Mães de Maio oferecem motivos para minhas lágrimas. Tentei chorar com a história desse projeto de playboy internacional mal sucedido, mas não consegui.

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