segunda-feira, 17 de outubro de 2016

ZERO ZERO NERD


Alguns anos atrás, eu jurei que nunca mais iria ler um livro do Dan Brown. Mas essa jura não se estendeu aos filmes baseados em sua obra. Ontem lá fui eu encarar "Inferno", e não é que me diverti? O "simbologista" (profissão que não existe no mundo real) Robert Langdon está se transformando no James Bond dos nerds, vivendo aventuras agitadas em cenários glamurosos com um levíssimo verniz cultural por cima. A trama faz pouco sentido, mas alguns dos defeitos do livro foram atenuados pelo roteiro. A essa altura, Tom Hanks já faz o protagonista no piloto automático, mas coadjuvantes como o francês Omar Sy e a dinamarquesa Sidse Babett Knudsen (que está em todas, repare bem) salvam o dia. Melhor ainda são as locações em Florença, Veneza e Istambul (mas o interior da Hagia Sophia foi recriado num estúdio em Budapeste). Com algumas surpresinhas e aquele ar pretensioso de quem acha que sabe tudo porque leu na Wikipedia, "Inferno" é um passatempo elegante e inofensivo. Nem por isto eu vou voltar a ler Dan Brown.

9 comentários:

  1. O mio babbino caro
    Então tá!

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  2. O fato do "Código da Vinci" ser inspirado no "Protocolos dos Sábios de Sião", um dos maiores hoaxes do século XX, já deveria servir pros livros dele não saírem do banheiro. Mas cinema pode ser bobagem mesmo. Tem até a versão genérica do Dan Brown, aqueles filmes do Nicholas Cage de temática idêntica.

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    1. Hã?? De onde você tirou isso? "O Código Da Vinci" não tem nada de sionista e/ou antissemita.

      Mas há mesmo uma controvérsia envolvendo o livro. Dan Brown teria se "inspirado" numa obra de não-ficção, "The Holy Blood and the Holy Grail", que requentava as teorias de que Jesus e Madalena teriam se casado e tido filhos, e que ela seria o verdadeiro cálice sagrado.

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    2. Ambos os livros bebem na mesma fonte dos Protocolos. Só que Dan Brown filtrou o viés antissemita, afinal ele mesmo não é antissemita.

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  3. Tony, estou tão longe desse mundo do eixo SP-RJ, mas adoro ler as suas notas. São divertidas e atraentes.Descobri o seu blog passando o feed do facebook e salvei ele aqui nos favoritos do computador do trabalho.

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  4. Tava com preguiça de ir assistir. Mas vou. Obrigado pela dica!

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  5. A Sidse protagoniza 3 temporadas de Borgen, uma série onde ela faz a a primeira Primeira ministra da Dinamarca. Daquelas séries que valem muito a pena ver.

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    1. Eu nunca vi "Borgen"! Preciso dar um jeito nisso.

      A Sidse ganhou um César de atriz coadjuvante este ano, por causa do filme francês "A Corte". E também tem filmado muito em inglês (este já o segundo filme dela com Tom Hanks). Daqui a pouco vai estar no Oscar.

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