quinta-feira, 6 de outubro de 2016

NÃO VOTAR É VOTAR NÃO?

Tenho visto muitos amigos reclamando nas redes sociais que a eleição do João Doria em SP não foi lá tão legítima assim, por causa do altíssimo número de votos brancos, nulos e abstenções. Hoje até o Jânio de Freitas escreveu na Folha que houve muito mais eleitores que NÃO votaram no double coxinha royale deluxe do que votaram nele - Doria foi escolhido por apenas 37% do universo de paulistanos com título de eleitor. Engraçado que não ouvi ninguém dessa turma falando o mesmo quando a Dilma foi reeleita em 2014, com seus lendários 54 milhões de votos. Que são, de fato, mais dos que os 51 milhões de Aécio Neves. Só que... se você somar os brancos e nulos daquela votação, os eleitores que se deram ao trabalho de ir até uma urna para NÃO votar em Dilma chegam a 58 milhões. Sem falar que outros 30 milhões justificaram ausência: o número praticamente alcança espantosos 90 milhões. O que quer dizer tudo isto? Que talvez a regra brasileira seja falha. Se o candidato precisasse atingir um certo patamar do número TOTAL de eleitores, não apenas dos votos válidos, pode ser que essa gritaria nem existisse. Por outro lado, já está claro que o voto não é mais obrigatório no Brasil. Com multas por volta de R$3,50,  cada vez mais gente prefere desfrutar o domingão de outro jeito.

16 comentários:

  1. De fato esse argumento de que a eleição do John Dollar não é legítima porque votos brancos+nulos+ausências > que a votação dele.

    Muita gente não vota, e essa não é uma realidade apenas brasileira, apenas veja a percentagem de americanos e europeus que votam em cada eleição. Talvez estejam usando esse argumento falho porque a lei brasileira obriga o voto. Mas e daí? John Dollar ganhou, por pior que ele seja. Agora que ele aumente a velocidade das vias, aumentando os engarrafamentos e o número de acidentes, exatamente como desejam os paulistanos.

    Fonte sobre velocidade da via e engarrafamento: http://vadebike.org/2016/09/reducao-limite-velocidade-maxima-congestionamento-atrasos/

    ResponderExcluir
  2. Voto obrigatório é uma palhaçada. Votar é um direito democrático, mas no Brasil virou um dever. Exercer o direito de votar deveria ser uma prerrogativa só do eleitor.

    ResponderExcluir
  3. votei no haddad. mas ando lendo as entrevistas dele e gostado bastante. ele tem ambição e o patrão dele mais ainda, ou seja, a prefeitura dele tem que dar certo pra atender tudo isso. torço pra que sp se torne uma potência ainda maior, mais igualitária e que não falte trabalho para quem queira viver honestamente.

    ResponderExcluir
  4. Tenho 44 anos e sempre usei a multa para não meter
    a minha mão nessa sujeira. Não sei como é uma urna eleitoral.

    ResponderExcluir
  5. Enquanto mais batem no povo paulistano mais esse povo fica cada vez mais anti-petista. Por que tanto ódio e inveja de São Paulo por parte dessas pessoas? Sobre o absenteísmo eleitoral, isso acontece em todo o o mundo, até mesmo em democracias longevas e sólidas. Na eleição de 2008 nos EUA, participaram da votação pouco mais de 58% dos votantes, na eleição de 2012 cerca de 55% compareceram às urnas. E ninguém fala que a eleição e reeleição de Obama não foi legítima por causa disso. Nas eleições legislativas de meio de mandato presidencial em 2014, cerca de 37% dos americanos aptos a votar se fizeram presente às urnas, e mais uma vez ninguém questionou a legitimidade da vitória que obteve o Partido Republicano nessa eleição. Certo, voto nos EUA é facultativo, aqui é obrigatório, de todo modo, o fenômeno da abstenção eleitoral é crescente em todo o mundo. Nem por isso se deixa questionar a legitimidade ou não de um processo eleitoral. A província de Ontário no Canadá recentemente realizou eleições locais, e a participação eleitoral ficou abaixo de 30%, e nem por isso foi-se discutida a legitimidade da eleição. Esses que estão a questionar a vitória do Doria na verdade são um bando de ressentidos e farsantes. Gentinha hipócrita e amargurada. Enquanto a quebradeira que os petistas cometeram, disso, essa gente nem fala, ou quase não fala.

    ResponderExcluir
  6. Tony, não entendi de onde tirou que "os eleitores que se deram ao trabalho de ir até uma urna para NÃO votar em Dilma chegam a 58 milhões", se entrar no link que você mesmo passou os votos em BRANCOS: 1.921.819 - 1,71% e os NULOS: 5.219.787 - 4,63%, totalizando pouco mais de 7 milhões???
    Pode explicar melhor sua matemática?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você está esquecendo de acrescentar a essa conta os 51 milhões que votaram no Aécio. Eles também se deram o trabalho de ir até uma urna para não votar na Dilma. 51 + 7 = 58.

      E ainda tem os mais de 20% dos eleitores que faltaram. Mais de 28 milhões de pessoas. 58 + 28 = 86 ,milhões de eleitores que não votaram em Dilma, contra 51 que votaram.

      Excluir
    2. Também acho que essa matemática demostra que a maioria não queria Dilma! Também acho q deve ocorrer uma reforma pra melhor representar os resultados da urna! Porém, como "meus amigos" direitistas legalistas daqui, ainda acho q foi golpe pq pelas leis atuais ela venceu a eleiçao e ganhou alguns votos, agora o Temer entrou sem receber nenhum! Por isso tenho todo direito de dizer FORA TEMER!
      Nick

      Excluir
    3. São as regras das eleições, e não faz sentido questioná-las apenas quando deixamos de nos beneficiar delas, concordo com você. Mas Tony, João Dória teve numero de votos menor do que nulos, brancos e abstenções, sem somar com segundo colocado. Para sua comparação proceder, Dilma teria que ter tido número menor do que nulos, brancos e abstenções, sem contar com os votos de Aécio, e não foi isso o que ocorreu. Está longe de ser a mesma coisa, e isso se repetiu em várias capitais, revelando algo, sim, novo. Não ceda a argumentações forçadas para forçar um ponto, por favor. O barco ainda é, de algumas formas, o mesmo.

      Excluir
  7. A turba que vota em petista acredita que a cidade é deles e só deles, assim como no Rio migraram pra votar no Freixo e - surpresa - a comemoração foi aos berros de a cidade é nossa.
    Se temo isso muito mais do que prefeito da universal de deus? Sim, MUITO.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pronto. Já encontrou motivo para votar no crentinho da universal com seu curriculum prestado ao povo brasileiro. E você continuará todo serelepe no Rio apodrecendo...

      Excluir
  8. Tony, ajuda-me a entender Fernando Holliday, um vereador eleito por São Paulo, gay, negro e que tem como bandeira a extinção da secretaria de igualdade racial e LGBT. Auto preconceito? Negro que não gosta de negros? Gay que não gosta de gays? Não consigo entender real oficial... Ajuda-me?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que o psicológico do fernando feriado funciona da seguinte forma: tenho que falar o que os brancos heteros querem ouvir para ser aceito por eles.

      Excluir
    2. Fica tranquilo, ele é só do MBL.

      Excluir
  9. Você gosta de comprar briga kkkk
    Uma hora briga com os coxinhas outra hora com os petralhas, agrada e desagrada todo mundo, concorda com algumas idéias de cada um dos dois lados e tb discorda em certos pontos com os dois... eita Tony rsrsrs

    ResponderExcluir